Em São Paulo, centrais sindicais realizam ato pelo dia 1º de maio e se manifestam em defesa de Lula

SÃO PAULO — Com presença de público abaixo do esperado, não ocupando nem metade do espaço reservado na Praça Charles Miller, no Pacaembu, na Zona Oeste de São Paulo, as centrais sindicais decidiram atrasar o discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no ato do Primeiro de Maio realizado neste domingo. Lideranças petistas reconhecem que o discurso de Lula em um ato esvaziado geraria um fato negativo que seria explorado pelos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A programação inicial previa que o petista falasse entre 12h30 e 13h30, mas agora a expectativa é que ele suba ao palco somente após as 15h30. As apresentações musicais, que deveriam começar apenas após os atos políticos, foram adiantadas. Por volta das 13h30, um DJ tocava rap no palco.

Os presentes vestem camisas de centrais sindicais ou sindicatos. Há faixas contra Bolsonaro e, em uma delas, ele é chamado de "genocida". Os primeiros discursos foram marcados pelos ataques ao presidente e a defesa de Lula. Líderes sindicais criticaram o valor da cesta básica e do gás de cozinha. O público também gritou palavras de apoio a Lula.

Com exceção da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), todas as principais centrais sindicais anunciaram apoio à pré-candidatura de Lula na eleição deste ano.

No Rio, Bolsonaro é alvo de manifestantes

Centrais sindicais também realizam manifestação no Rio de Janeiro, na manhã deste domingo, para lembrar do Dia do Trabalhador. Entre os pedidos feitos pelos manifestantes no Aterro do Flamengo está a revogação da Reforma Trabalhista, aprovada no Brasil em 2017.

Os altos preços do gás, da gasolina e dos alimentos também foram ressaltados em materiais expostos e distribuídos aos transeuntes. Faixas posicionadas no protesto pediam "Fora Bolsonaro". Em ano de eleição presidencial, do alto de uma passarela, uma enorme bandeira vermelha com o rosto de Lula foi pendurada. Anunciado como "futuro governador do Rio", o deputado federal Marcelo Freixo (PSB) comentou o cenário político e fez um chamado.

— Nós vivemos um momento decisivo na nossa história. Me perguntaram a razão de falar que essa era a eleição mais importante do ponto democrático do povo brasileiro. E eu respondi: pois pode ser a última. E nós vamos ganhar no Brasil, no Rio, na maioria dos estados brasileiros. O que está em jogo não é apenas uma eleição. Mas se a Constituição de 88 vai continuar valendo ou não no Brasil. Derrotar Bolsonaro então é derrotar os resquícios da ditadura — disse.

Outras figuras públicas da política participam do ato, como Jandira Feghali, Chico Alencar e Lindbergh Farias.

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