Em São Paulo, Dia das Boas Ações leva público e voluntariado ao Ibirapuera

Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil

O Dias das Boas Ações, movimento global para despertar nas pessoas o engajamento em causas sociais, levou arte, shows musicais, teatro e voluntariado ao Parque do Ibirapuera, na capital paulista, neste final de semana.

Realizado em cerca de 70 países, esta é a segunda edição do evento no Brasil. Em 2016, participaram mais de 40 cidades, com 40 mil pessoas beneficiadas em 300 iniciativas.

No palco da Vila da Diversidade, o público se divertiu com esquetes de peças teatrais encenadas por jovens com Síndrome de Down e autismo. Participantes de um projeto social oferecido pela Oficina dos Menestreis, escola de teatro musical, os atores se reúnem uma vez por semana e assistem às aulas gratuitas.

Gestora dos projetos sociais da Oficina dos Menestreis, Evelyn Klein, disse que as aulas ajudam na socialização, já que, antigamente, as pessoas com Síndrome de Down e autismo ficavam muito tempo dentro de suas casas.

“Hoje em dia, está tudo muito diferente, graças a projetos como o nosso. Fazer o bem é sempre muito bacana. Quanto mais a gente puder se envolver, fazer o bem e [promover] inclusão. A arte é um super veículo para isso”, afirmou.

Na Vila Sustentabilidade, Simone Silveira e a neta de um ano e dois meses estavam encantadas com o espetáculo Zôo-ilógico, da Cia Truks. O teatro com objetos, que transforma coisas em personagens do enredo, atraiu a atenção do público infantil e adulto. “Gostei muito das apresentações, estão muito divertidas. As crianças estão adorando”, disse Simone. Gabriela Soares, de 6 anos, também aprovou. “Adorei tudo, a peça é muito engraçada.”

Além das apresentações artísticas, o evento atraiu a atenção dos presentes para o voluntariado, liderado pelo Atados, uma plataforma digital que cruza interesses de voluntariados com organizações sociais. Uma dessas Organizações Não-Governamentais (ONGs) é a Cat Land, que cuida de 300 gatos no bairro do Jabaquara, zona sul de São Paulo.

Voluntária da Cat Land, Adriana Simon, explicou que os gatos em situação de risco nas ruas são resgatados e abrigados. O próximo passo é a promoção da adoção responsável. Segundo ela, existem várias formas de ajudar.

“Temos as frentes de voluntariado em que as pessoas podem ir diretamente à ONG ou de forma remota, na sua casa. Alguns [voluntários] cuidam do bem estar dos gatos, na frente da saúde, ajudam a medicar os gatos. Ou fazer a logística de transporte doações, o marketing, redes sociais. Cada um faz um pouquinho e isso soma para poder fazer a ONG funcionar”, informou.