Em sabatina, Ciro diz ser claro que Alckmin 'deixa roubar'

ISABEL FLECK
Presidenciável pelo PDT, Ciro Gomes, em sabatina Folha/UOL/SBT, em São Paulo (SP), nesta segunda-feira (3). (Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em sabatina promovida pela Folha de S.Paulo em parceria com o UOL e o SBT nesta segunda (3), o candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, disse ser "flagrante" que o adversário Geraldo Alckmin (PSDB), ex-governador de São Paulo, "deixa roubar". Além disso, Ciro falou sobre outros temas também.

Acompanhe os principais assuntos:

Geraldo Alckmin

"O presidente da República tem que dar exemplo, a tarefa do presidente, do chefe de Estado, não é só não roubar, é não deixar roubar. Eu não tenho dificuldade com as questões escandalosas que envolvem o [Geraldo] Alckmin, mas é flagrante que ele deixa roubar."

Reeleição

"Só faço planos para quatro anos para mim, embora quero deixar o Brasil com um projeto de longo prazo. Engraçado, eu sempre achei que a reeleição era uma impertinência. Eu preciso saber é se eu tenho direito a essa altura, de me presumir eleito e falar em reeleição. Eu não faço isso."

Retirar o nome do SPC

"Evidentemente [que a dívida passará do banco privado para o público]. Eu quero restaurar a condição de consumo da família brasileira. Quem chamou atenção para essa proposta foram os meus adversários, que são demofóbicos, têm horror a povo. Eles não disseram nada quando o Brasil dispensou R$ 370 bilhões de rico no chamado Refis."

Evitar inadimplência

"Eu vou usar uma prática que eu ajudei a montar no Banco do Nordeste e que funciona há mais de dez anos com grande êxito, que é o aval solidário. A gente junta cinco a dez cidadãos que são amigos e um avaliza o outro e todos assumem uma prestação de R$ 40 por mês. No Banco do Nordeste, a inadimplência é de menos de 1,5%."

Reformas

"O teto de gastos eu vou tensionar para fazê-lo antes de tomar posse. Porque ficará evidente ao brasileiro que isso é fisicamente impraticável. Segundo, será a reforma fiscal e a reforma política. Reforma fiscal é a reforma dos dois [junto com a Previdenciária]. Não há uma sem a outra."

Impostos

"O pobre e a classe média no meu governo vão pagar menos imposto. Agora os ricos vão pagar mais. Só o Brasil e a Estônia não pagam imposto sobre lucros e dividendos. Quero fazer uma coisa moderada. E só vão pagar imposto [sobre heranças] mais pesado as heranças acima de R$ 2 milhões."

Greve de caminhoneiros

"Ninguém no meu governo vai fechar estrada para impedir pessoas doentes de transitar, para impedir galinha de chegar viva. 70% [dos que pararam em maio] não são caminhoneiros, são empresários que usam a linguagem da greve pra fazer locaute. Quem transgredir a lei vai preso, não tem conversa. Não sou dessa esquerdinha boboca, não, que fica alisando bandido."

Salário mínimo

"Hoje o salário mínimo está travado porque ele é uma espécie de indexador para aposentadorias etc. E ainda é multiplicador de salário para outras categorias que conseguiram legislações específicas. É preciso destravar isso num ambiente de saneamento das contas públicas. E aí eu pretendo retomar sim um esforço de galopar, em termos reais, prudentes, sérios o valor de compra do salário mínimo."

Acusação

"[Não há] uma gravação, uma delação premiada, um testemunho replicado por outro, um documento, uma pista, uma pegada, seja o que for [sobre a acusação em reportagem da revista Veja de que ele participou de esquema de extorsão de empresas pelo governo no Ceará]. Essa reportagem foi encomendada por Michel Temer e sua quadrilha. [A prova é] o financiamento do BNDES que eles, quebrados, estão obtendo."

Crime organizado

"[Vou] transformar em federal da investigação à prisão, à responsabilidade pelo enfrentamento do narcotráfico, da facção criminosa, dos crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro. Isso aqui não se faz com aparato, se faz com inteligência policial, com tecnologia."

Incêndio no Museu Nacional

"O acervo mais importante do Brasil queimou porque eles liberaram até abril R$ 80 mil de um orçamento de R$ 520 mil. E aí quando os bombeiros chegaram, os hidrantes estavam secos. São uns canalhas."