Em sabatina, Marchezan diz que 'impeachment é movido por corruptos' para tirá-lo da eleição

·2 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Em sabatina promovida por Folha de S.Paulo e UOL, o atual prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr. (PSDB), que busca a reeleição, disse que o pedido de impeachment de que é alvo tem como objetivo tirá-lo do processo eleitoral. Segundo ele, a cidade "vem de um histórico de corrupção". "Esse já é o quinto, sexto ou sétimo pedido de impeachment, pelos motivos mais torpes e populistas. Esse tem um motivo específico, que é me tirar da eleição, me tirar do processo eleitoral. Quando viram que isso não era possível, quiseram me tirar das coligações. E continuam tentando viabilizar esse pedido", disse Marchezan Jr. Ele é acusado de alocar recursos do Fundo Municipal de Saúde em ações de publicidade para promover sua gestão em meio à pandemia. Segundo ele, o recurso foi de R$ 3 milhões, que foram utilizados para "esclarecer a população". A sabatina foi comandada por Leonardo Sakamoto, colunista do UOL, e Paula Sperb, repórter da Folha de S.Paulo. Segundo ele, todos os prefeitos, governadores e presidentes da República, gastam o dinheiro de saúde através do fundo. "O atual presidente da República, por exemplo, já gastou mais de 200 milhões [de reais] do fundo nacional de saúde em publicidade. E ele está certo", disse.. "É um impeachment eleitoreiro como tem sido alguns impeachments no Brasil, mas esse aqui é estranho porque ele é movido por grupos corruptos, utilizando uma ferramenta que deveria ser para tirar um prefeito corrupto, mas estão tentando tirar o prefeito que tentou combater a corrupção deles." A Câmara Municipal tem até 9 de novembro para julgar o caso, seis dias antes do primeiro turno. São necessários 24 dos 36 votos para afastar o prefeito. Se aprovado, ele também terá seus direitos políticos cassados por oito anos. Pandemia e vacina contra a Covid-19 Marchezan afirma que o governador de São Paulo, João Doria, "desenvolveu um bom trabalho". Eles são do mesmo partido. Já Bolsonaro, em sua opinião, agiu de "forma ideológica". Ele afirma ter conversado com Doria sobre a vacina Coronavac. "Se não tiver uma campanha nacional, e achamos que não vai ter, nós iremos buscar adquirir isso junto ao Instituto Butantan, ao estado de São Paulo", disse. O prefeito afirma ter errado durante a pandemia. "Com certeza nós cometemos erros. Hoje, olhando, talvez eu teria voltado às aulas um mês antes se a gente soubesse que iríamos ter um equilíbrio, uma normalidade, uma estabilidade na demanda de leitos de UTI, como tivemos nos últimos dois, três meses em Porto Alegre."