Em Salvador, deputada estadual denuncia agressão de PMs: 'Eu sou polícia, não vou dar apoio a vagabundo'

A deputada estadual da Bahia Olívia Santana (PCdoB) denunciou em seu perfil a ação de policiais militares que tentavam tomar bandeiras de eleitores do candidato à presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do candidato ao governo do estado Jerônimo Rodrigues (PT). O episódio aconteceu no Colégio Henriqueta Martins Catarino, em Salvador. Segundo a parlamentar, os policiais a acusaram de fazer boca de urna, apesar de o uso de bandeiras ser permitido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em determinado momento da briga, um dos PMs chama Lula de "ladrão".

"Eu fui votar com a minha família, no Colégio Henriqueta Martins Catarino. A militância me recebeu com festa, em frente à escola. Dois policiais, truculentos, partiram pra cima da gente, do nada. Um deles disse que nos daria voz de prisão por estar fazendo boca de urna. Eu disse que aquilo era um absurdo, que eu conhecia a lei e que eles não poderiam usar suas fardas e suas armas para violar os nossos direitos", relatou a deputada em seu perfil do Instagram.

No vídeo, após ser questionado por Olívia sobre a atitude agressiva, um dos agentes diz que dará voz de prisão aos eleitores e que, por ser PM, não dá “apoio à vagabundo”, citando, em seguida, a condenação de Lula.

"Eu sou polícia, não vou dar apoio à vagabundo", disse o PM.

O PM também foi para cima de uma mulher que carregava uma criança no colo e a bandeira de Lula, momento em que a deputada do PCdoB tentou impedir a ação. Segundo Olívia, ela só conseguiu votar após o episódio.

Na publicação, a deputada escreveu que fez contato com o “coronel Coutinho, comandante da Polícia Militar”, e pediu providências.

"Ele promoveu a retirada dos policiais e ficou de promover o processo de apuração dos fatos. Não podemos baixar a cabeça para os violentos. Temos que defender o nosso direito de existir e defender nossas ideias", escreveu a deputada em seu Instagram.

Procurada, a Polícia Militar ainda não se manifestou.