Em sessão no Conselho de Ética da Câmara, Flordelis chora e diz que é 'inocente'

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O Conselho de Ética da Câmara aprovou nesta terça-feira o plano de trabalho apresentado pelo deputado Alexandre Leite (DEM-SP), relator do processo contra a deputada Flordelis (PSD-RJ) acusada de quebra de decoro. Na sessão, Flordelis chorou e negou ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, morto em junho de 2019.

— Eu sou inocente, eu não mandei matar meu marido. Eu não participei de nenhum ato de conspiração — disse a parlamentar, completando: - É uma perseguição implacável. O que esta acontecendo é um assassinato da minha reputação, do meu nome, de forma violenta e desumana.

A deputada disse "jamais teria matado" o marido e que "ainda não teve coragem" de ouvir a confissão da filha pela morte de Anderson Carlos. A motivação do crime seria as constantes investidas sexuais do pastor.

— Eu não sabia o que estava acontecendo em minha casa. Eu não sabia que meu marido estava assediando minha filha — declarou.

Na sessão, Flordelis pediu ao colegas para que "não cometam nenhuma injustiça" e também destacou que seu caso ainda não foi julgado pela justiça.

De acordo com o plano de trabalho apresentado pelo relator, as diligencias e instruções necessárias devem ser realizadas em um prazo de 40 dias úteis. Estão previstos depoimentos dos delegados Alan Duarte de Lacerda e Barbara Bueno, e também dos indicados pela defesa da deputada: Simoni dos Santos Rodrigues, Marzy Teixeira da Silva, Adriano dos Santos Rodrigues, Flávio dos Santos Rodrigues e André Luiz Oliveira. A deutada Flordelis também será ouvida.

A defesa de Flordelis pediu que admissibilidade do processo fosse reconsiderada e que houvesse votação. No entanto, o relator negou o pedido justificando que a representação partiu da Mesa Diretora e o regimento permite análise quando a representação é feita por partidos.

O Tribunal de Justiça do Rio determinou no mês passado o afastamento de Flordelis do mandato. No entanto, a Câmara ainda não se pronunciou sobre o caso.

A paralamentar passou a usar tornozeleira eletrônica em 8 de outubro do ano passado, após uma determinação da juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói.