Em silêncio sobre declarações do presidente Bolsonaro, Aras evita debate sobre voto impresso

·1 minuto de leitura

BRASÍLIA - Apesar das críticas feitas pelas principais autoridades públicas às ameaças do presidente Jair Bolsonaro sobre as eleições do ano que vem, o procurador-geral da República, Augusto Aras, mantém silêncio sobre o assunto desde a semana passada. Nos bastidores, a orientação da sua equipe é evitar posicionamentos a respeito do voto impresso, foco de embates entre Bolsonaro e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e tratar o assunto como um tema da esfera do Congresso Nacional, sem interferência da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Para garantir essa linha de atuação, Aras escolheu um nome de perfil discreto para comandar o Ministério Público Eleitoral em 2022: o subprocurador-geral da República Paulo Gonet Branco. Caberá a Gonet, no posto de vice-procurador-geral-eleitoral, fiscalizar a lisura do pleito e irregularidades praticadas pelos candidatos.

Sua nomeação ainda não foi oficializada e dependerá da recondução de Aras ao cargo de procurador-geral da República, o que deve ocorrer em setembro. Mas Gonet tem bom trânsito com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e com a deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF), que foi alvo do inquérito dos atos antidemocráticos. Em 2019, Bia Kicis chegou a levar Gonet ao Palácio do Planalto como um possível nome para o comando da PGR.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos