Em SP, gestantes com primeira dose da AstraZeneca completarão esquema vacinal com a Pfizer

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A pregnant young woman receives a vaccine at a preventive examination by a doctor
Especialistas avaliaram que riscos de morte materna era muito alta e, por isso, recomendaram a mistura das duas vacinas (Foto: Getty Images)
  • Em SP, gestantes que receberam a primeira dose da AstraZeneca terão a segunda dose da Pfizer

  • Imunização dessas mulheres estava suspensa; nova medida passa a valer nesta sexta (23)

  • Recomendação foi feita pela Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo, observando a alta mortalidade materna no estado e no país

O governo do estado de São Paulo anunciou que gestantes que foram vacinadas contra a covid-19 com a primeira dose da AstraZeneca poderão tomar a segunda dose da Pfizer. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (21) e passa a valer na próxima sexta (23).  

"O que nós colocamos é que, a partir do dia 23 agora, sexta-feira, todas aquelas gestantes - e no estado de São Paulo temos 9 mil gestantes - que receberam a primeira dose com AstraZeneca, de acordo com uma deliberação bipartite, que saiu agora de manhã, todas essas gestantes podem ser vacinadas com a segunda dose da Pfizer", anunciou Regiane de Paula, coordenadora do Plano Estadual de Imunização. 

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A orientação dada é para que as gestantes procurem um posto de saúde, de preferência o mesmo onde receberam a primeira dose, na data da segunda aplicação. Em vez de receberem a AstraZeneca, elas devem receber a vacina da Pfizer. 

A presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo (SOGESP), Rossana Pulcinelli, celebrou o anúncio, "porque isso trazia muita insegurança para essas mulheres que tomaram a primeira dose da AstraZeneca". 

Rossana ainda ressaltou a importância de seguir a vacinação de gestantes e puérperas, para reduzir as mortes maternas em decorrência da covid-19. "O público de gestantes sempre será um público onde a vacinação vai ser discutida em uma segunda linha, não só vacinação, mas medicamentos. Porque é um público já considerado vulnerável, mas nós temos que fazer uma análise de risco. Neste momento, a mortalidade pelo covid é muito superior a qualquer risco que poderia acontecer, um risco teórico, porque o risco teórico a gente não tem. Mas a gente tem uma certeza: deixar essas mulheres desprotegidas por um período de até 10 meses fica uma incoerência muito grande com o nosso apelo a toda a população que faça a segunda dose. Por que a gestante não faria a segunda dose?", questionou Rossana. 

Até o momento, a imunização das gestantes que receberam a primeira dose da AstraZeneca estava suspensa. O Ministério da Saúde não recomenda que haja uma mistura de primeira e segunda dose de vacinas diferentes.

Em uma nota técnica, a SOGESP justificou que "diante do expressivo aumento da mortalidade materna no Brasil e no Estado de São Paulo e dos dados e estudos disponíveis atualmente, recomenda que: Seja disponibilizada para todas as mulheres que estejam gestantes ou puérperas no Estado de São Paulo, e que receberam a primeira dose da vacina contra COVID-19 Oxford/AstraZeneca, a possibilidade de completar seu esquema vacinal com a Pfizer Biontech (Cominarty®️) ou, na indisponibilidade desta, com a vacina Butantan/Sinovac (Coronavac®️), a ser administrada em intervalo de no mínimo 8 semanas após a primeira dose." 

Apesar de a nota técnica citar a CoronaVac, na coletiva de imprensa a determinação divulgada foi pelo uso da Pfizer para essas gestantes. 

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