Em SP, MP investiga denúncia de 3 mortes por falta de oxigênio em UPA

Gustavo Schmitt
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SÃO PAULO. O Ministério Público (MP) estadual instaurou inquérito nesta terça-feira para apurar uma denúncia de que três pacientes com Covid-19 morreram na noite de sexta-feira por falta de oxigênio na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de São Paulo.

A prefeitura nega os óbitos. A investigação foi aberta pelo promotor de Justiça de Direitos Humanos e Saúde, Arthur Pinto Filho.

O secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, afirma que precisou transferir 10 doentes com Covid-19 intubados em razão da falta do insumo, mas sustenta que nenhum deles morreu.

O secretário disse que houve duas mortes de outros pacientes na UPA naquele dia, mas sustenta que não houve relação com os doentes transferidos.

O secretário culpou pelo problema a White Martins, maior fornecedora de oxigênio do país. A empresa refutou as acusações e atribui o problema à infraestrutura precária da unidade, que foi adaptada como UTI e cujas instalações não seriam devidamente preparadas para o fornecimento adequado do gás.

O transporte dos pacientes foi gravado e os vídeos circularam em grupos de aplicativos de conversas. As imagens mostram uma fila de ambulâncias na porta da UPA.

A informação sobre as supostas mortes pela suposta falta de oxigênio na UPA foi publicada nesta manhã pelo jornal Folha de S.Paulo. De acordo com a reportagem, funcionários, que pediram para não serem identificados, contaram que pacientes estavam internados e ficaram sem oxigenação por 30 minutos. Ainda segundo a reportagem, três pacientes morreram: um que estava na emergência, outro na observação e um terceiro enquanto era transferido para outra unidade. Os demais também tiveram piora no estado de saúde.

A Secretaria Especial de Comunicação da Prefeitura de São Paulo disse que a denúncia de mortes falta de oxigênio na UPA é "infundada".