Em SP, vacinação tem ‘drive-thru’ e lugar marcado na fila

O GLOBO

SÃO PAULO – Vacinação com “drive-thru” e filas com lugares demarcados no chão marcaram o primeiro dia da campanha contra a gripe em São Paulo, estado que registra a maior parte dos casos do novo coronavírus no país.

Autoridades de saúde criaram um esquema especial para evitar aglomeração de pessoas no começo da imunização, desta vez com foco em maiores de 60 anos e profissionais da área da saúde.

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Na Zona Sul da capital paulista, por exemplo, foram feitas marcações no chão com um “X” em fita adesiva ou giz para sinalizar a distância em que uma pessoa deveria ficar da outra enquanto esperava a vez.

O “drive-thru” também entrou em ação nesta segunda. Idosos que fossem de carro particular ou táxi foram vacinados sem ter de descer do veículo ou ter contato com outras pessoas na fila.

Na UBS Max Perlman, na Vila Nova Conceição, profissionais de saúde iam até a janela dos carros, munidos de máscara e seringa, aplicar a vacina na população.

Uma faixa da rua foi reservada para a fila de carros. O prefeito Bruno Covas acompanhou o início da campanha na Zona Sul na manhã desta segunda.

- A Secretaria da Saúde montou estrutura própria para que os idosos possam ser bem recepcionados nas UBS. Estamos ampliando os espaços e, com as escolas, dobramos o número de opções para eles poderem ir – afirma.

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Segundo a Prefeitura de São Paulo, as vacinas estão disponíveis em 468 Unidades Básicas de Saúde (UBS). Participam da ação mais de 20 mil profissionais de saúde, além de dois mil estagiários.

Outras 110 tendas de vacinação (20 tendas de parceiros da Secretaria da Saúde e das subprefeituras, além de outras 90 tendas solicitadas à SP Turis) e 450 escolas – sem aulas em meio à epidemia – abrigarão a campanha.

Além disso, há previsão de que 600 clubes, associações de moradores, organizações sociais e casas de repouso recebam a imunização.

Em postos de saúde com estacionamento, serão montadas tendas para triagem e vacinação rápida. A ideia é evitar que os idosos tenham que entrar em uma unidade fechada.

- Nossa equipe foi treinada para que o fluxo de vacinação ocorra o mais rápido possível. A pessoa chega, é acolhida, é vacinada e sai. Entra por uma porta e sai por outra. Também montamos estruturas externas onde foi possível para que as pessoas nem precisem entrar – explica o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido.

A previsão da prefeitura é também vacinar idosos acamados que não possam ir até o posto de saúde. Neste caso, porém, é a família que deve acionar uma Unidade Básica de Saúde para verificar a disponibilidade. Casos prioritários terão vacinação em domicílio.

Epidemia antecipou campanha

A campanha foi antecipada para esta segunda em função da epidemia do novo coronavírus. Embora a vacina não confira imunidade ao novo vírus, ela protege contra diferentes cepas da influenza, entre elas o vírus H1N1, que também pode provocar sérios sintomas respiratórios e está em circulação no país.

Além disso, a vacinação ajuda a reduzir os casos de infecções respiratórias e, como consequência, diminui a sobrecarga em um sistema de saúde já pressionado pelos casos do novo coronavírus.

A expectativa é que 1,8 milhões de idosos sejam imunizados nesta primeira etapa. A partir de 16 de abril, a campanha será estendida a professores, profissionais da área de segurança e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis.

Farmácias também passarão a disponibilizar a vacina contra a gripe a partir do dia 13 de abril. Serão mil estabelecimentos da capital paulista e região metropolitana.

Depois, em maio, serão incluídas crianças entre seis meses e seis anos, grávidas, puérperas, povos indígenas, internos e funcionários do sistema prisional, além de adultos com idades entre 55 e 59 anos de idade.