Em telefonema, Trump mostra interesse em receber visita de Temer aos EUA, diz Planalto

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Michel Temer recebeu no sábado telefonema do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mostrou interesse em receber uma visita do brasileiro aos EUA, disse o Palácio do Planalto em comunicado.

De acordo com nota do Planalto, na conversa telefônica Temer e Trump falaram sobre as reformas em curso nos dois países e o presidente norte-americano demonstrou conhecimento das medidas que vêm sendo adotadas e cumprimentou o colega brasileiro pelos resultados obtidos até aqui.

"O presidente Michel Temer sublinhou que uma série de indicadores econômicos recentes permite afirmar que o crescimento da economia e do emprego já retornou. Enfatizou a importância de aprofundar uma agenda bilateral para o crescimento, baseada na expansão do comércio e do investimento", afirmou a nota do Planalto.

"Eles (Temer e Trump) acertaram manter contato regular e deixaram abertos os canais diretos de diálogo, tendo estabelecido que voltariam a falar-se a qualquer momento em que se apresente questão de interesse mútuo. Na mesma linha, o presidente Trump mencionou seu interesse em receber uma próxima visita do presidente Michel Temer aos EUA."

O comunicado do Planalto afirma ainda que, por iniciativa de Trump, os dois presidentes discutiram "temas da atualidade regional".

Em uma nota separada sobre as atividades de Trump no sábado e divulgada pela Embaixada dos EUA no Brasil, a Casa Branca não mencionou a manifestação de interesse em receber uma visita de Temer, mas classificou a conversa entre os dois presidentes como "proveitosa" e disse que ambos trataram da situação na Venezuela.

"O presidente Trump destacou a importância do nosso relacionamento bilateral com o Brasil, um dos nossos principais parceiros no Hemisfério Ocidental", disse a Casa Branca.

"Os dois líderes concordaram em trabalhar juntos para promover o crescimento econômico no Brasil e nos Estados Unidos. Os líderes também discutiram a importância de incentivar assuntos relacionados aos direitos democráticos e humanitários na Venezuela."

A Venezuela vive uma grave crise econômica e política com desabastecimento de produtos e disputas entre o presidente Nicolás Maduro e a oposição, que busca realizar um referendo revogatório do mandato presidencial.

A crise levou o secretário-geral da OEA, Luís Almagro, a propor a suspensão da Venezuela da entidade por violação da cláusula democrática. A ideia conta com a simpatia do Ministério das Relações Exteriores brasileiro, disseram fontes diplomáticas à Reuters na semana passada. [nL2N1GT0CN]

(Por Eduardo Simões)