Em tempos de pandemia e escassez, periferia se reinventou para colocar comida no prato

Minha Quebrada
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O que um zelador, um motoboy e um vigilante podem ter em comum? Em tempos de pandemia do novo coronavírus, muitas coisas. É o caso de Anderson Bastos, Marcos dos Anjos e Deivid Fabrício, moradores da periferia de Salvador, na Bahia. Os três perderam seus empregos formais por conta da crise e tiveram que se reinventar.

A reinvenção dos três deu origem ao Carrinho da Economia, que leva frutas e verduras frescas à população periférica de Salvador, que perdeu as tradicionais feiras e, em muitos casos, não sai de casa por conta da quarentena. O quarto episódio da série Minha Quebrada entra nas ruas soteropolitanos para acompanhar o caminho da comida em tempos de pandemia.

Do plantio ao prato, assista ao episódio:

O trio encontrou no Carrinho o sustento para tempos de pandemia e, mais do que isso, ajudou a levar comida para quem já tem dificuldades no acesso ao alimento. Não a toa, o Carrinho da Economia e seu trio de vendedores é querido pela população local.

Em uma mostra de como a periferia pode se reinventar diante do descaso do governo, o povo atendido pelo Carrinho tem ajudado com roupas, itens de higiene e até uma logomarca para eles. Em uma cidade como Salvador, cheia de ladeiras, o trabalho é difícil. Mas o resultado final é de dar água na boca.

Assista também:

Pelas quebradas do Brasil

Minha Quebrada é uma série que se propõe a trazer para os olhos de todos as periferias pelo Brasil como elas são, mostradas por gente que as conhece muito bem: seus moradores.

No primeiro episódio viajamos até Rio de Janeiro e entramos direto no Complexo do Alemão para ver como redes de ajuda interna estão suprindo os buracos de comunicação que surgiram com a pandemia e poderiam custar vidas se não fosse a ação social.

Depois, no segundo episódio, conhecemos ações em toda a periferia de Porto Alegre visando a cobertura de uma lacuna importante nesses tempos de coronavírus: a educação. Pessoas das próprias comunidades têm agido para tampar um buraco que o Estado deixa aberto.

O terceiro episódio mostrou todo o corre que o pessoal da Preto Império, em São Paulo, faz para não deixar faltar itens de higiene e alimentação básicos na Brasilândia. A quebrada da Zona Norte da capital paulista é uma das localidades mais atingidas pelo coronavírus no país.

Depois de passar por Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Bahia, o Minha Quebrada encerra sua temporada na próxima semana na periferia do Distrito Federal.