Em um mês, prefeitura retira duas toneladas de fiação sem uso nas ruas do Rio

Em um mês de Operação Caça-Fios, a prefeitura do Rio já retirou duas toneladas de fiação sem uso dos postes da cidade. Coordenada pela Rioluz, a ação tenta atacar um problema que, além de prejudicar a ambiência urbana carioca, às vezes diante de cartões-postais e construções históricas, pode representar riscos à população. A caçada aos emaranhados começou no último dia 25 de outubro, em Benfica, e agora se espalha por todas as regiões, em bairros como Botafogo, Ilha do Governador, Barra da Tijuca, Maracanã, Cachambi, Irajá e Jacarepaguá.

Segundo a Rioluz, estão sendo utilizados sete caminhões cestas, nos quais os técnicos vasculham a cidade para eliminar os fios em desuso. O material recolhido é levado para um depósito em Marechal Hermes, na Zona Norte, onde fica disponível por 30 dias para a empresa responsável recuperá-lo. O que não resgatado, será descartado como sucata e leiloado, com verba revertida para os cofres municipais.

— Nossa missão é arrumar esses cabos que estão soltos e sem uso nos postes da cidade, que ficam no rastro das tentativas de furto do parque de iluminação do Rio. É importante salientar que não iremos mexer nas fiações da concessionária de energia e de telecomunicações em funcionamento, apenas nas fiações que estão soltas enfeiando a paisagem urbana ou podendo causar um acidente com os pedestres — afirma o presidente da Rioluz, Paulo Cezar dos Santos.

A ação tem apoio das subprefeituras, que identificam os locais mais críticos para as intervenções. Como mostrou O GLOBO, na Zona Sul a operação iniciou por Botafogo, um dos bairros com maior demanda, com suas vistas para o Cristo Redentor e para o Pão de Açúcar. Apenas nos primeiros dias, foram retirados 180 quilos de fiação inutilizada na Rua São Clemente.

Ao todo, 48 empresas de telecomunicações estão autorizadas a instalar fios nas ruas do Rio, dividindo espaço nos postes da Light.