Em vídeo, presidente da CNBB reforça fala de papa Francisco e critica violência nas eleições

O presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, divulgou nesta sexta-feira um vídeo em que reforça a fala do Papa Francisco do início da semana, em que o pontífice pediu para Nossa Senhora Aparecida livre os brasileiros do ódio. Em sua fala, Dom Walmor fez referências diretas ao processo eleitoral.

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— O Papa Francisco, em prece a Nossa Senhora Aparecida, pede a Maria Santíssima que nos livre do ódio, da intolerância, da violência. Vamos dar um basta aos sentimentos que estão contaminando o processo eleitoral, dividindo famílias, rompendo amizades. Até templos foram profanados, com sacerdotes ao serviço do altar desrespeitados. — diz Dom Walmor na gravação, divulgada em sua conta no Instagram.

Veja abaixo o vídeo:

A fala do Papa Francisco foi feita, na quarta-feira, durante a tradicional audiência geral que acontece na Praça São Pedro, no Vaticano, semanalmente. A declaração foi dada pelo chefe da Igreja Católica durante a habitual saudação que faz, em vários idiomas, a peregrinos presentes no encontro. O pontífece não fez referências diretas ao processo eleitoral brasileiro.

Episódios de hostilidade contra padres foram registrados nessas últimas semanas que antecedem o segundo turno. Na semana passada, um padre foi atacado por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) enquanto celebrava a missa, no Paraná. Nas redes sociais, o cardeal Dom Odilo Pedro Scherer também foi atacado por bolsonaristas por usar uma veste sacerdotal de cor vermelha.

No início deste mês, a CNBB condenou, em nota, o uso político do feriado de Nossa Senhora Aparecida. A nota foi feita após as visitas de Jair Bolsonaro (PL) às festividades do Círio de Nazaré, em Belém (PA). Bolsonaro também participou das festividades pelo Dia de Nossa Senhora Aparecida no Santuário Nacional de Aparecida (SP), onde foi recebido com aplausos e vaias.

"Lamentamos, neste momento de campanha eleitoral, a intensificação da exploração da fé e da religião como caminho para angariar votos no segundo turno. Momentos especificamente religiosos não podem ser usados por candidatos para apresentarem suas propostas de campanha e demais assuntos relacionados às eleições", diz a nota.