Em visita a Ruanda, Boris Johnson defende acordo para enviar migrantes

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O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, defendeu nesta quinta-feira em Ruanda o acordo alcançado com Kigali para enviar migrantes ilegais do Reino Unido para o país africano, apelando aos opositores para "manterem a mente aberta".

"O que os críticos deste programa precisam entender, e eu já vi muitas críticas, é que Ruanda passou por uma transformação total nas últimas duas décadas", disse Johnson a jornalistas após uma visita a uma escola de Kigali.

Grupos de direitos humanos, líderes religiosos e também instituições como a ONU criticaram o acordo sobre os migrantes.

De acordo com a imprensa britânica, o príncipe Charles se opõe ao plano do governo e o chamou de "horrível".

Nenhum migrante ainda foi expulso do Reino Unido, depois que o primeiro avião para Kigali foi bloqueado em 14 de junho por uma decisão do Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH).

O governo britânico apresentou um projeto de lei ao Parlamento na quarta-feira para contornar a jurisdição do Tribunal.

Johnson acusou seus críticos de basear suas críticas em "percepções e estereótipos que Ruanda superou".

Este pequeno país da África Oriental ficou marcado pelo genocídio que sofreu em 1994, mas agora apresenta altas taxas de crescimento, embora seja frequentemente criticado por sua política de direitos humanos.

Em carta aberta aos líderes da Commonwealth, 23 organizações da sociedade civil e de direitos humanos disseram que Ruanda vive um "clima de medo".

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