Embaixada do Brasil em Washington tem três diplomatas negros pela primeira vez

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Os diplomatas Jackson Lima, Marise Nogueira e Ernesto Mané Jr. Foto: Reprodução/O Globo/Fabíola Góis
Os diplomatas Jackson Lima, Marise Nogueira e Ernesto Mané Jr. Foto: Reprodução/O Globo/Fabíola Góis
  • São eles: Marise Ribeiro Nogueira, Jackson Luiz Lima Oliveira e Ernesto Batista Mané Júnior

  • Embaixada é uma das mais importantes para a diplomacia brasileira

  • Os três entraram no Itamaraty por meio do Programa de Ação Afirmativa

Pela primeira vez na história, três diplomatas de carreira negros ocupam cargos na embaixada brasileira na capital dos Estados Unidos, Washington. A embaixada é uma das mais importantes para a diplomacia brasileira. Os três diplomatas, que vêm de diferentes regiões brasileiras, servem na embaixada brasileira e na missão do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA) em Washington.

O local também é significativo, pois foi onde atuou o abolicionista Joaquim Nabuco, o primeiro embaixador brasileiro, em 1905.

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São eles Marise Ribeiro Nogueira, 56, Jackson Luiz Lima Oliveira, 51, e Ernesto Batista Mané Júnior, 38. Eles entraram no Itamaraty pelo Programa de Ação Afirmativa (PAA), dirigido pelo Instituto Rio Branco.

Criado em 2002, o PAA foi o primeiro de inclusão racial da Esplanada dos Ministérios. É um dos resultados de compromissos assinados pelo Brasil durante a III Conferência Mundial contra o Racismo, em Durban, na África do Sul, em 2001.

O PAA realiza um concurso público para selecionar candidatos negros. Os selecionados recebem uma bolsa anual de R$ 30 mil, valor que deve servir para pagar as despesas com a preparação para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD).

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