Embaixadas fecham na Coreia do Norte após saída de diplomatas

Pessoas usam máscaras pela rua Kwangbok, em Pyongyang

Diversas embaixadas na Coreia do Norte fecharam nesta segunda-feira, já que vários diplomatas deixaram o país depois de semanas de restrições de quarentena impostas por Pyongyang devido à epidemia do novo coronavirus.

A Coreia do Norte não confirmou nenhum caso de contágio, mas anunciou regras rígidas, incluindo o fechamento das fronteiras e o isolamento de milhares de pessoas.

Centenas de estrangeiros, incluindo diplomatas, também foram submetidos a um isolamento virtual em sua próprias instalações.

O embaixador russo, Alexander Matsegora, descreveu as condições como "moralmente esmagadoras".

As restrições foram relaxadas na semana passada, depois de mais de um mês, quando mais de 200 estrangeiros foram autorizados a deixar suas respectivas instalações.

O embaixador sueco, Joachim Bergstrom, tuitou uma selfie do centro da cidade com a legenda: "Nunca fiquei tão feliz parado na Praça Kim Il Sung".

A saída nesta segunda-feira aconteceu depois que foram divulgadas informações sobre um voo especial para levar diplomatas e outros estrangeiros de Pyongyang até a cidade russa de Vladivostok.

"É triste dizer adeus esta manhã aos colegas da embaixada alemã e do escritório francês ... que estão fechando temporariamente", tuitou Colin Crooks, embaixador britânico em Pyongyang, ao informar que sua embaixada permaneceria aberta.

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, advertiu no mês passado para "graves consequências" se o vírus entrasse no país.

A Coreia do Norte, país submetido a sanções internacionais por seus programas de mísseis nucleares e balísticos, tem uma infraestrutura médica deficitária e analistas apontam que a prevenção é sua única opção.