Embaixador da China afirma que 5G deve ser tratada como questão mercadológica e não deve ser politizada

Eliane Oliveira
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BRASÍLIA — Ao participar de um debate virtual sobre política externa e relações internacionais, o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, disse que as autoridades chinesas não vão pressionar nenhum país, ou fazer ingerências, na escolha de parcerias em 5G. Isto porque, segundo ele, trata-se de uma questão mercadológica, que não deve ser politizada.

Wanming saiu em defesa da Huawei, fornecedora chinesa de equipamentos de tecnologia 5G que corre o risco de ser banida pelo governo brasileiro, por pressão dos Estados Unidos, que alegam que a companhia não é confiável, pois pode fornecer informações estratégicas ao Partido Comunista Chinês. Segundo o diplomata, a Huawei está no Brasil há mais de 20 anos.

— Esperamos que possamos resolver o problema na base de comunicação mútua, com um ambiente de cooperação na área de comunicações e tecnologia de ponta. A Huawei é uma empresa privada com presença comercial em mais de 170 países e territórios em todo o mundo. Atende a mais de um terço da população mundial e possui um histórico de segurança impecável — disse o diplomata.

O embaixador reiterou que a expectativa de Pequim é que o Brasil saiba tomar decisões racionais e autônomas, levando em conta os interesses nacionais de longo prazo. Disse acreditar que o governo brasileiro não vai discriminar a Huawei ou qualquer outra empresa chinesa.

Ele voltou a atacar os EUA. Afirmou que as autoridades americanas fazem afirmações infundadas e caluniosas sobre a empresa chinesa. Afirmou que a Rede Limpa idealizada pelos Estados Unidos, cujo objetivo é unir países com tecnologia confiável para a 5G, é, na verdade sinônimo de guerra fria tecnológico.

— É uma rede suja com viés ideológico, que prejudica o ambiente de negócios em todo o mundo — afirmou.