Embaixador do governo afegão deposto urge ONU a pressionar talibãs

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Ghulam Isaczai, representante permanente do Afeganistão nas Nações Unidas que fazia parte do gabinete deposto de Ashraf Ghani, fala perante o Conselho de Segurança em 16 de agosto de 2021, após a tomada pelo Talibã (AFP/TIMOTHY A. CLARY)

O embaixador do Afeganistão nas Nações Unidas, parte do recém-derrubado governo apoiado pelo Ocidente, pediu nesta quinta-feira (9) à organização global que imponha sanções aos talibãs, que acusou de possíveis crimes de guerra.

Ghulam Isaczai, um ex-funcionário da ONU que estudou nos Estados Unidos e integrou o gabinete do presidente deposto Ashraf Ghani, continua representando o Afeganistão no órgão mundial, apesar do anúncio feito pelos talibãs na terça-feira do começo de um novo governo.

Em sessão do Conselho de Segurança sobre seu país, Isaczai exortou as nações a não reconhecerem um governo talibã e a aplicarem sanções da ONU contra líderes do gabinete interino, incluindo restrições a viagens internacionais, que, para Isaczai, seriam usadas para "obter reconhecimento".

Isaczai garantiu que os protestos de rua dispersados e proibidos pelo regime talibã são "uma forte mensagem" de que os afegãos "não aceitarão um sistema totalitário imposto a eles". “(O grupo talibã) realizou execuções seletivas, cortou linhas de comunicação e impôs um bloqueio humanitário”, denunciou o embaixador durante reuniões para administrar a ajuda a seu país.

A franqueza de Isaczai lembra a do enviado à ONU de Mianmar, que exigiu ações contra os militares que tomaram o poder em fevereiro e tentaram removê-lo.

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