Embarque em navio interditado por surto de Covid é suspenso pela Anvisa em Santos

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A partida do navio de cruzeiro MSC Splendida, que viajaria de Santos, no litoral paulista, para Balneário Camboriú (SP) foi suspensa pela Anvisa. O embarque estava previsto para as 20h deste domingo. O MSC Splendida já havia sido interditado na semana passada devido a um surto de Covid. Para a viagem desde domingo, eram esperados 2.420 passageiros.

O embarque estava marcado originalmente para as 10h deste domingo e eram esperados 2.420 passageiros, boa parte dos quais chegou a despachar bagagem e passou o dia aguardando a autorização da Anvisa para seguir viagem. MSC Cruzeiros não deu informações ao público e não forneceu alimentação para quem esperava desde cedo. Não se sabe como será a retirada das bagagens nem se os passageiros serão reembolsados ou poderão trocar suas passagens.

A adminstração do Terminal Marítimo de Passageiros de Santos (Concais) afirmou à GloboNews que 2073 passageiros chegaram a ser testados e 25 estão contaminadas. O navio deveria passar por Porto Belo, Balneário Camboriu, Ilhabela, Cabo Frio e retornar para Santos no próximo domingo (8). O GLOBO procurou a MSC por e-mail, mas ainda não houve retorno.

A viagem de Réveillon do MSC Splendida, que começou em Santos em 26 de dezembro, foi interrompida depois que 52 triulantes e 27 passageiros testaram positivo para Covid-19. Devido ao surto de contanimações, os passageiros não foram autorizados a desembarcar em Balneário Camboriú (SP). O navio retornou a Santos, onde todos os 132 passageiros desceram.

A Anvisa informou que vai apurar possíveis infrações sanitárias nos navios. Se confirmadas, a empresa poderá ser penalizada com multas ou até suspensão das atividades. A Anvisa também recomendou ao Ministério da Saúde a suspensão provisória da temporada de navios de cruzeiro.

No Brasil, os navios operam com até 75% de ocupação, e durante a viagem e obrigatoriedade de uso de máscaras em áreas coletivas.

Desordem e falta de informações

Passageiros do cruzeiro de Réveillon interrompido usaram as redes sociais para reclamar da desorganização da empresa e da falta de informações. Segundo relatos, homens com trajes de roupa "de astronauta" circulavam apressadamente pelos corredores, passageiros foram jogados em cabines não higienizadas e recém-liberadas por outros isolados, autofalantes e telefone foram desligados. Os funcionários não divulgavam protocolos claros nem informações.

— Ficamos abandonados. Soube que voltamos pra Santos pela geolocalização do celular, não porque nos avisaram da mudança de rota antes — disse a aposentada Viviane Cardoso, ao GLOBO. — Em determinado momento, os autofalantes foram desligados na cabine e fomos mal atendidos pelos tripulantes no telefone, com grosseria. Para ter notícias, eu tinha que ir para o corredor e ouvir o autofalante. Uma tripulante disse que nós não precisávamos nos preocupar com as mensagens, que "não eram pra gente". Só sabíamos das notícias pela TV, isso quando ligavam, e com informações distorcidas, pois tentavam esconder a realidade.

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