Embate sobre votação da Previdência coloca governo e oposição contra Francischini

Marcella Fernandes

O processo de votação da reforma da Previdência, que já começou atrasado após manobra feita pelo Centrão e pela oposição na véspera, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ainda deve enfrentar mais obstáculos nesta terça-feira (16).

Diante do calendário apertado, o presidente da comissão, Felipe Francischini (PSL-PR), correligionário de Jair Bolsonaro, diz que pretende continuar os debates até a madrugada de quarta-feira (17), se for necessário - tendo em vista que havia mais de 100 inscritos para falar. A ideia, contudo, enfrenta ampla resistência: tanto a oposição quanto o governo defendem que a reunião se encerre às 22h desta terça-feira e seja retomada na quarta-feira.

Sem o esforço extra de entrar pela madrugada, é provável que não se consiga aprovar o parecer do deputado Marcelo Freitas (PSL-MG) ainda nesta semana, conforme previa o calendário da equipe econômica.

Segundo líderes, o acordo entre oposicionistas e partidos da base previa reunião da CCJ de 10h às 22h nesta terça e que os trabalhos fossem retomados na manhã de quarta. O governo não tentaria encerrar a discussão antes, nem a oposição faria manobras protelatórias. Apenas o PSol ficou de fora do procedimento combinado.

Pelo regimento interno da Câmara, o governo poderia tentar aprovar um requerimento para encerrar os debates após 10 oradores. Até as 14h desta terça, apenas 20 dos 120 inscritos haviam falado.

Francischini inclusive circulou pelo plenário da CCJ pedindo que deputados favoráveis à reforma abrissem mão de se posicionar na sessão, para economizar tempo.

A articulação provocou reação de oposição, que acusou o presidente da CCJ de violar o acordo anterior e argumentou que o combinado era que a votação ficasse para próxima semana.

Oposição reagiu a articulação de Felipe Francischini (PSL-PR) para acelerar debate da reforma da Previdência na CCJ da Câmara.

Na segunda-feira, o próprio líder do governo, Major Vitor Hugo (PSL-GO) admitiu adiar a apreciação do parecer. Após o embate, Vitor Hugo confirmou que o combinado era encerrar a discussão as...

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