Embraer vê demanda de quase 11 mil aeronaves nos próximos 20 anos

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A model of an Embraer aircraft is displayed at the China International Aviation and Aerospace Exhibition, or Airshow China, in Zhuhai, Guangdong province, China September 29, 2021. REUTERS/Aly Song
A model of an Embraer aircraft is displayed at the China International Aviation and Aerospace Exhibition, or Airshow China, in Zhuhai, Guangdong province, China September 29, 2021. REUTERS/Aly Song
  • Embraer projeta mercado de US$ 650 bilhões (R$ 3,5 tri) nos próximos 20 anos; 

  • Números fazem parte do relatório de perspectivas de mercado da empresa; 

  • Expectativa é que América Latina puxe o crescimento da empresa;

A Embraer projeta uma demanda global de 10.900 aeronaves de até 150 assentos nos próximos 20 anos, o equivalente a um mercado de US$ 650 bilhões (R$ 3,5 tri). Do total de unidades previstas, 8.640 são jatos e 2.260, turboélices. De acordo com informações da Agência Estado, os números fazem parte do seu relatório de perspectivas de mercado para entregas de aeronaves comerciais até 2040 e foi divulgado pela companhia durante o Dubai Air Show.

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De acordo com a Embraer, os efeitos da pandemia global impactaram a recuperação do tráfego global, de modo que a receita por passageiro por quilômetro (RPK, na sigla em inglês) só voltará aos níveis de 2019, que são anteriores aos da crise sanitária, em 2024. Segundo informações apuradas pela Agência Estado, A previsão da empresa é um crescimento médio de 3,3% ao ano para o RPK ao ano até 2040.

Expectativa é que América Latina puxe o crescimento da empresa

A expectativa é que a América Latina e a Ásia-Pacífico tenham um avanço acima da média, de 4,2%. Em seguida, a expansão será puxada por África (3,8%), Oriente Médio (3,6%), Comunidade dos Países Independentes - ex-países soviéticos (3,5%), Europa (2,3%) e América do Norte (2%). Ainda que a América Latina esteja na ponta do crescimento, a concentração do RPK ficará na região da Ásia-Pacífico (41%) e do eixo Europa-América do Norte (36%).

Em seu relatório, a Embraer também traçou três tendências consideradas estratégicas para a nova dinâmica do setor aéreo. A primeira é que as companhias irão adquirir frotas com maior eficiência de combustível. A segunda é a digitalização, com avanços na tecnologia, incluindo home office e videoconferência, alternando a demanda por voos. O terceiro aspecto é a tendência de regionalização das atividades, para concentrar a produção e minimizar eventuais interrupções da cadeia de fornecimento, segundo informações apuradas pela Agência Estado.

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