Emendas parlamentares para Saúde serão adiantadas para ajudar no combate ao coronavírus

Bruno Góes e Daniel Gullino
Acordo prevê a antecipação da liberação do dinheiro de emendas que já tinham como destino ações do Ministério da Saúde

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira que parlamentares vão abrir mão de R$ 8 bilh ões de emendas individuais e de bancadas para destiná-las ao Ministério da Saúde. Entretanto, segundo integrante da cúpula do Legislativo ouvidos pelo GLOBO, não é esse o acordo firmado. O que ocorrerá será a antecipação da liberação do dinheiro dessas emendas que já tinham como destino ações da pasta comandada pelo ministro Henrique Mandetta. O montante será liberado até o fim do mês, para atender prefeitos e governadores.

— Em comum acordo, os parlamentares abriram mão de R$ 8 bilh ões de emendas individuais e de bancadas, recurso esse que vai diretamente ao Ministério da Saúde para que, dessa forma, medidas sejam tomadas no combate ao vírus — disse Bolsonaro, durante reunião com empresários por meio de videoconferência.

Bolsonaro agradeceu ao "apoio da classe política", dizendo que o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, negociou o adiantamento com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e agradeceu aos líderes do governo na Câmara, Vitor Hugo (PSL-GO); no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE); e no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO).

O senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) comemorou o acordo em sua conta no Twitter. "Até 31/março, serão R$ 8 bilhões de recursos direto na veia de Municípios e Estados oriundos de emendas de deputados e senadores", escreveu Flávio.