Emilly Araújo critica volta da 'moda da magreza': "A gente começa a entrar nessa pressão"

Emilly Araújo na festa de Viih Tube. Foto: Thiago Duran e Amauri Nehn/BrazilNews
Emilly Araújo na festa de Viih Tube. Foto: Thiago Duran e Amauri Nehn/BrazilNews

Resumo da notícia:

  • Emilly Araújo desabafou sobre "moda da magreza" ao relatar pressão para entrar na onda

  • Ex-BBB falou de cobranças sobre aparência ao marcar presença na Barraca do Beijo de Viih Tube

  • Influenciadora explicou que mudou por ter engordado e não por ter feito procedimentos estéticos

Emilly Araújo aproveitou a presença na Barraca do Beijo 2000 de Viih Tube para explicar rumores de que teria feito procedimentos estéticos recentemente. Vestida de Fada Winx, a vencedora do "BBB17" disse que apenas engordou um pouco e desabafou sobre a pressão para ficar mais magra.

"Está todo mundo falando da nova moda da magreza. Tem que ser cada vez mais magra. A gente, sem querer, começa a entrar nessa pressão. A gente começa a ver todo mundo mais magro e se sente pressionado a ficar", declarou a jovem de 26 anos.

Ela ainda pontuou que o fato de ter ido na contramão da tendência atual acabou gerando falsas especulações sobre sua aparência. "Ao invés de emagrecer, eu dei uma engordada, todo mundo fica achando que eu fiz algum procedimento. Mas não foi não", explicou.

Peso do corpo magro de volta ao foco dos holofotes

Vale lembrar que refletimos sobre o padrão de corpo magro ter voltado aos holofotes nos últimos tempos. Anitta, Bruna Marquezine, Kim Kardashian e outras grandes referências de beleza e estilo da atualidade nunca estiveram tão magras.

Em entrevista ao Yahoo, Maíra Zimmermann, historiadora de moda e professora da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), falou sobre como o uso de determinada peça de roupa pode ser considerado chique ou vulgar dependendo de quem a veste.

"Além da padronização dos corpos das modelos, pensada para tornar os desfiles mais práticos, o corpo magro, alongado, ainda é muito associado ao elegante. O corpo mais curvilíneo, por sua vez, ainda é muito associado à sexualidade por causa do machismo, do preconceito de classe", explicou.

Para a piscóloga Rogéria Taragano, colaboradora do Ambulatório de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, muitos dos milhões de seguidores dessas famosas ficam mais vulneráveis a questões de autoimagem quando se deparam com a aparência extremamente magra delas. "Isso estimula, mesmo que indiretamente, uma comparação seletiva, parcial e, portanto, injusta se pensarmos que, além dos nossos hábitos, há uma carga genética importante por trás do nosso peso, da nossa estrutura física", avaliou a profissional.