Emily in Paris: por que o criador da série da Netflix diz não se arrepender dos clichês

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Lily Collins, interpretando Emily, tira selfie de sacada em Paris, com prédios históricos ao fundo
Série 'Emily in Paris' traz protagonista intepretada por Lily Collins, uma jovem americana que se muda para a capital francesa a trabalho

O criador da série Emily in Paris, exibida na Netflix, respondeu nesta quinta-feira (22/10) a críticas de que o programa mostra a capital francesa de forma idealizada e clichê.

Roteirista e produtor executivo nos Estados Unidos, Darren Star afirmou "não se lamentar por ver Paris através de lentes glamourosas".

Falando à revista Hollywood Reporter, Star, que também criou a série Sex and the city, afirmou que quis fazer de Emily in Paris uma "carta de amor a Paris" — vista através da protagonista interpretada por Lily Collins, uma jovem americana que se muda para a capital francesa a trabalho.

"A primeira coisa que ela vê são os clichês, porque este é o ponto de vista dela", explicou ele. "Queria fazer um programa que celebrasse essa parte de Paris."

No início do mês, o produtor Star revelou que se baseou em suas próprias visitas à capital francesa.

"Eu queria mostrar Paris de uma forma realmente maravilhosa, que estimulasse as pessoas a se apaixonarem pela cidade como eu," disse ele ao jornal New York Times.

Uma segunda temporada ainda não foi confirmada, mas Star revelou que já tem ideias sobre o que sua protagonista fará a seguir.

"Ela será mais uma moradora da cidade [na segunda temporada]", disse ele à revista Oprah. "Ela vai ter um pouco mais os pés no chão."

Darren Star sorrindo em ambiente interno
'Eu queria mostrar Paris de uma forma realmente maravilhosa, que estimulasse as pessoas a se apaixonarem pela cidade como eu', afirmou o roteirista Darren Star

'Todos os clichês possíveis'

A própria Collins disse à revista Vanity Fair que "o que mais gostaria seria voltar a Paris" para filmar uma segunda temporada. A atriz britânica de 31 anos é filha do músico Phil Collins.

Mas as críticas à primeira temporada da série vieram de muitos lados.

"Nenhum clichê fica de fora, nem mesmo o mais desesperado", escreveu Charles Martin, do site Premiere, em uma crítica em francês.

"Cite qualquer clichê sobre a França e os franceses [e] você o encontrará em Emily in Paris", concordou Fabien Randanne, do jornal 20 Minutes.

A série também enfrentou críticas fora da França, como uma que apontou que se trata de uma "versão em quadrinhos" da capital francesa.

"A primeira metade da temporada é um exorcismo de todos os clichês sobre a França que os roteiristas poderiam imaginar", escreveu Rebecca Nicholson, do jornal The Guardian, em sua crítica com pontuação de uma estrela.

Ed Cumming, do site Independent, deu a mesma classificação ao programa, que teria um cenário "parecido com um parque de diversões com temática parisiense no estilo Westworld".

No entanto, outras críticas foram mais amigáveis, como a de Daniel D'Addario na Variety afirmando que a série é "uma delícia" e tem um "cenário verdadeiramente convidativo".

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