Emirados Árabes se comprometem a cooperar com a ONU e EUA em conflito líbio

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Um francotirador das tropas leais ao governo líbio se posiciona em uma zona do sul da Líbia, em 2019

Os Emirados Árabes Unidos, acusados esta semana por Washington de intervir militarmente na prolongada guerra civil da Líbia, emitiram um comunicado nesta sexta-feira (29) expressando sua disposição para trabalhar "estreitamente" com o novo governo americano para uma solução pacífica do conflito.

"Há uma necessidade urgente de renovar os esforços diplomáticos para resolver o conflito na Líbia", afirmou em uma carta Lana Nusseibeh, a embaixadora dos Emirados na ONU.

"Os Emirados Árabes Unidos estão prontos para trabalhar em estreita colaboração com todos os membros do Conselho de Segurança, incluindo o novo governo dos EUA, para alcançar um acordo pacífico para o povo líbio", acrescentou.

Ela informou que seu país acolheu com satisfação o "chamado do Conselho de Segurança para que todas as forças estrangeiras se retirem da Líbia. A intervenção estrangeira no conflito deve terminar agora".

No dia anterior, durante uma reunião virtual do Conselho de Segurança da Líbia, os Estados Unidos pediram "a todas as partes externas, incluindo Rússia, Turquia e Emirados Árabes Unidos, que respeitem a soberania da Líbia e cessem imediatamente todas as intervenções militares" naquele país.

Junto ao Egito e Rússia, os Emirados Árabes Unidos são um dos principais apoiadores de Khalifa Haftar, o homem forte do leste da Líbia lutando contra o Governo de Acordo Nacional (GNA) apoiado pela ONU em Trípoli.

"Os Emirados Árabes Unidos acreditam firmemente que as soluções diplomáticas e políticas são a única maneira de acabar com o conflito na Líbia", complementou Nusseibeh.

"A primeira prioridade é preservar e fortalecer o acordo de cessar-fogo" acordado em outubro, ressaltou.

"Isso permitirá e incentivará um processo político liderado pela Líbia e uma transição que atenda às aspirações do povo líbio por estabilidade, paz e prosperidade", finalizou.

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