Emissária da ONU pede ações unificadas após dia mortal em Mianmar

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Os manifestantes realizam a saudação simbólica de protesto com três dedos e carregam retratos do líder civil detido Aung San Suu Kyi durante uma mobilização em Rangoon

A emissária da ONU para Mianmar, Christine Schraner Burgener, condenou o "contínuo banho de sangue" naquele país, onde pelo menos 18 manifestantes foram mortos neste domingo (14) em um dos dias mais violentos desde o golpe de Estado de 1º de fevereiro.

"A comunidade internacional, incluindo os atores regionais, deve se unir em solidariedade com o povo birmanês e suas aspirações democráticas", afirmou Schraner Burgener em um comunicado.

A emissária da ONU disse que o exército birmanês está desafiando os apelos internacionais por moderação e que seus contatos dentro do país lhe deram "relatos dolorosos de assassinatos e maus-tratos a manifestantes, bem como de tortura de prisioneiros".

“A brutalidade contínua, inclusive contra os profissionais da saúde, e a destruição da infraestrutura pública mina seriamente qualquer perspectiva de paz e estabilidade”, continuou.

A junta militar de Mianmar impôs a lei marcial na noite deste domingo em dois municípios densamente povoados em Yangon.

Mais de 80 pessoas foram mortas em protestos em massa desde que os militares derrubaram a líder civil Aung San Suu Kyi, um número que deve aumentar dramaticamente após a violência de domingo.

A junta militar justificou a tomada de poder alegando fraude nas eleições de novembro, nas quais o partido Liga Nacional para a Democracia, de Suu Kyi, venceu com ampla vantagem.

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