Emissários de Biden vão a Taiwan, e China chama exercícios de "treinos de combate"

·1 minuto de leitura

PEQUIM (Reuters) - A China descreveu seus exercícios militares perto de Taiwan como "treinos de combate" nesta quarta-feira, elevando o tom no momento em que ex-autoridades dos Estados Unidos chegavam a Taipé para sinalizar o compromisso do presidente Joe Biden com Taiwan e sua democracia.

Taiwan se queixa da proximidade de atividades militares chinesas frequentes, inclusive incursões de caças e bombardeiros em sua zona de defesa aérea e um porta-aviões que se exercita no litoral da ilha que Pequim reivindica.

Vinte e cinco aeronaves da Força Aérea chinesa, incluindo caças e bombardeiros com armas nucleares, entraram na Zona de Identificação de Defesa Aérea de Taiwan (Adiz) na segunda-feira, a maior incursão já relatada por Taipé.

O Escritório de Assuntos de Taiwan chinês disse que o governo e separatistas de Taiwan estão em conluio com "forças externas".

"A organização do Exército Popular de Libertação de exercícios de combate no Estreito de Taiwan é uma ação necessária para tratar da situação de segurança atual no Estreito de Taiwan e para salvaguardar a soberania nacional", disse o porta-voz Ma Xiaoguang.

"É uma resposta solene à interferência de forças externas e às provocações de forças de independência de Taiwan", acrescentou.

A China não divulgou muitos comentários públicos sobre suas movimentações militares recentes perto de Taiwan em outras ocasiões. Seu Ministério da Defesa se referiu a elas somente como "atividades militares" no final de janeiro.

(Redação de Pequim)