Emoji de choro desbanca 'lágrimas de alegria' e é o mais usado no Twitter pela primeira vez

O Globo
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RIO - Depois de anos de domínio, o emoji "lágrimas de alegria" foi destronado como o mais popular do Twitter. Em seu lugar hoje, está a carinha "chorando copiosamente". Entre os fatores que podem ter colaborado para levar o ícone ao topo do ranking está a pandemia de Covid-19, que diminuiu o número de vezes que as pessoas querem sorrir, e aumentou vontade de chorar.

Segundo o Emojipedia (site de referência de emojis), em março, 1,96% dos tuítes publicados continha o emoji chorando copiosamente, seguido pela carinha chorando de rir, com 1,89%.

Há cerca de um ano, quando foi declarado o início da pandemia, que o emoji chorando de rir começou a ser menos usado cada vez menos pelos usuários.

A enciplopédia de emojis cita ainda como fator de queda no uso do emoji chorando de rir a suposta antipatia da Geração Z por essa carinha, em comparação com as gerações anteriores.

A Emojipedia não descarta a possibilidade de que a carinha "chorando de rir" pode estar sendo vítima se seu próprio sucesso. Tanto sucesso que as pessoas estão cansadas dele.

O site afirma que embora possa ser usado para expressar a tristeza ou dor geralmente associada a esse volume de lágrimas, muitos usuários de emoji consideram o "chorão" excessivamente melodramático.

Por outro lado, alguns consideram que o chorão é apenas mais uma maneira de demonstrar uma risada. Isto posto, a Emojipedia não considera a pandemia como único motivo de avanço da carinha chorando de rir, citando como exemplo que o emoji vem sendo usado ao lado de uma seringa, que indica alegria com a vacinação.

O site lista alguns prováveis itens responsáveis pelo declínio do emoji "chorando de rir":

"Chorando de rir" ficou superexposto devido a ser o principal emoji da última década."Chorando copiosamente" é mais versátil, podendo ser usado como um misto de riso e tristeza, dependendo do contexto. Ele está cumprindo uma função dupla, e isso o tornou o número um.A pandemia pode ter reduzido o número de vezes que desejamos sorrir e aumentado o número de vezes que desejamos chorar.