Empreendedorismo inclusivo pode ser alternativa para pessoas com deficiência

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Mulher em cadeira de rodas digita em um teclado em frente a dois monitores
Quantos empreendedores com deficiência você conhece? Quantos deles realmente conseguem trilhar um caminho satisfatório nas suas respectivas áreas? (Foto: Getty Images)

O Brasil tem um enorme contingente de pessoas com deficiência fora do mercado formal de trabalho. Infelizmente, apenas 1% dos brasileiros com deficiência tem carteira assinada. Iniciativas de capacitação profissional e governamentais são necessárias para reduzir essa desigualdade e o empreendedorismo é uma dessas alternativas, podendo fazer parte da solução.

Muitas pessoas com deficiência severa passaram, ao longo dos anos, a realizar seus trabalhos em casa por conta própria, até mesmo pela dificuldade de se deslocar para outros lugares. Essas atividades lhes trouxeram maior autoestima e realização pessoal, além de ser uma alternativa para a entrada no mercado de trabalho.

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Por outro lado, existem aquelas pessoas com deficiência que realmente possuem um perfil empreendedor, mas que não possuem meios e subsídios para abrir um negócio ou se desenvolver em uma atividade autônoma.

Para essas a capacitação e o incentivo se faz ainda mais necessário, já que elas poderiam optar por um estilo de vida que lhes traga maior satisfação pessoal. Quantos empreendedores com deficiência você conhece? Quantos deles realmente conseguem trilhar um caminho satisfatório nas suas respectivas áreas?

As oportunidades precisam chegar até essas pessoas. Faltam ferramentas e recursos e o empreendedorismo inclusivo pode ser a chave que faltava para maior representatividade nesse tipo de atividade.

Estudos mostram que a desvantagem financeira, redes sociais mais fracas e níveis de conhecimento mais baixos são algumas das principais barreiras para empreendedores iniciantes com deficiência nos Estados Unidos. Eu ouso dizer que no Brasil esse cenário deve ser catastroficamente pior.

Pessoas com deficiência têm maior custo de vida, porque precisam obter diversos recursos e apoios ao longo da vida. Também estão em desvantagem econômica e em maior vulnerabilidade. E isso não acontece só nos Estados Unidos - muito pelo contrário: a desigualdade é escancarada em países menos ricos.

É por isso que surgiram alguns modelos para estimular a criação de negócios por públicos marginalizados, como uma educação empreendedora inclusiva para pessoas com deficiência (IEEPD, na sigla em inglês).

Boa parte das pessoas com deficiência passa a empreender por necessidade e não por oportunidade, como dissemos anteriormente. Esse modelo de empreendedorismo pode ajudar a fazer essa transição, com treinamento, capacitação e recursos.

Mentorias que valorizem o potencial de empreendedores com deficiência, apoio financeiro, treinamento e capacitação sobre habilidades empreendedoras específicas, tudo isso pode colaborar com a criação de novas oportunidades para essa parcela da população.

Nós podemos ser consultores, freelancers ou até mesmo ter um pequeno ou grande negócio. Mas as oportunidades precisam existir. Já existem boas iniciativas de Programas de educação empreendedora para esse público, mas elas são pontuais. E é necessário que o setor público, privado e terceiro setor se unam para mudar esse cenário.

Descrição da imagem: Uma mulher está sentada em uma cadeira de rodas, em frente a uma mesa de trabalho. Ela digita em um teclado branco, em frente a duas telas, uma de um notebook e outra maior ao lado. A mulher é ruiva, tem cabelos curtos, usa um headphone branco, óculos de haste preta e uma camiseta laranja por baixo de um macacão cinza de alças. A mesa é de madeira e tem um prato com um biscoito, uma caneca, um mouse e um pequeno vaso de plantas.

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