Empresária portuguesa lança com as filhas brasileiras Instituto voltado à preservação da natureza

Empreendedora cultural e idealizadora do Festival Back2Black (que será realizado em novembro, no Rio), a portuguesa Connie Lopes se juntou às filhas, a cantora e compositora Natasha e a internacionalista Nikita Llerena, para semear um novo projeto. A consciência da importância da vida em comunidade, reforçada durante a crise sanitária, foi o estopim para as três trazerem ao mundo, em 2020, o Iris Pro Bem Viver, organização sem fins lucrativos em prol do bem-estar individual, do coletivo e da defesa do meio ambiente. “Somos um só. Quando tivermos essa percepção, talvez a gente pare de machucar a terra”, observa Nikita.

Natasha faz questão de explicar o significado de bem viver: “É o conceito de bem-estar estendido ao planeta”. Para colocar o instituto na rua, elas lançam o Festival Iris — Um Olhar Ancestral Pro Futuro, nos dias 12, 13 e 14 de agosto, no Parque Lage. O evento terá talks e conferências sobre temas como amor e formas alternativas de pensar a natureza, o humano e o cosmo, além de shows e rodas culturais com nomes como a chef de cozinha e apresentadora Bela Gil, a atriz Dira Paes, a Ialorixá Nivia Luz e o filósofo Renato Noguera.

Para aproximar o público de culturas ancestrais ligadas à terra, o espaço será cenário para diversos tipos de vivências. Oficinas de canto e pinturas indígenas Yawanawas e oferenda à Pachamama com a benzedeira Mama Doris, do Peru, estão na programação, além de dança intuitiva e a interação com instrumentos aborígenes. “A ideia é resgatar mitologias antigas para repensarmos a nossa narrativa de vida hoje”, analisa Natasha. Para garantir o ingresso é necessário colaborar (a partir de R$ 50) com a campanha de financiamento coletivo pela Benfeitoria (irisprobemviver.org).

Para Connie, a oportunidade de trabalhar com as filhas é maravilhosa: “Aprendo muito. É bom trazer o olhar jovem”. No instituto, elas contam com um conselho consultivo de nomes ilustres, como Bela e Flora Gil, o astrofísico Marcelo Gleiser e a ativista indígena do Xingu Watatakalu Yawalapiti.

Segundo Bela Gil, é cada vez mais importante alinhar a cultura com o desenvolvimento econômico, a arte e o conhecimento. “Precisamos propagar a vida e o bem-estar. O Iris é o chamado para o bem viver”, resume.

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