Empresário alvo da CPI da Covid é denunciado sob acusação de corrupção ligada aos Correios

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 19.08.2021 - Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, durante seu depoimento na CPI da Covid, que investiga as irregularidade do governo federal no combate à pandemia do novo coronavírus. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 19.08.2021 - Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, durante seu depoimento na CPI da Covid, que investiga as irregularidade do governo federal no combate à pandemia do novo coronavírus. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O dono das empresas Precisa e Global, Francisco Emerson Maximiano, foi denunciado pelo Ministério Público Federal em um caso relacionado a suspeitas de corrupção que envolve os Correios.

O sigilo da denúncia foi suspenso no mesmo dia em que o empresário, que já é alvo da CPI da Covid por supostas irregularidades no Ministério da Saúde, também foi o principal investigado de uma operação da Polícia Federal por suspeita de lavagem e corrução para obter contrato com a Petrobras.

Na denúncia, que foi apresentada no ano passado e ainda não foi aceita ou rejeitada pela Justiça, a Procuradoria em São Paulo acusa Maximiano de participar de um esquema que envolvia o pagamento de propina a um ex-vice-presidente dos Correios e a um advogado, em troca de contratos com a estatal.

O suposto esquema foi delatado por Alexandre Romano, ex-vereador de Americana pelo PT, e faz parte da chamada Operação Custo Brasil, braço inicial da Lava Jato em São Paulo.

Romano, que é advogado, disse em depoimentos ao Ministério Público Federal em 2015 e 2016 que firmou contratos simulados com a Global, e que parte desses valores eram repassados como propina ao dirigente dos Correios. Ele ficava com a outra parte dessas quantias.

Entre o fim de 2011 e o início de 2012, segundo o relato, a Global fechou negócio para fornecer medicamentos com desconto aos funcionários dos Correios, em contratos firmados inicialmente por meio de uma conveniada à estatal e depois pela Postal Saúde (caixa de assistência de saúde dos funcionários dos Correios).

De acordo com o Ministério Público Federal, pelo menos R$ 2,5 milhões foram pagos em propina entre 2011 e 2014.

O advogado de Romano, Daniel Casagrande, afirma que seu cliente "confirma os fatos narrados em sua colaboração premiada e continuará cooperando".

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