Empresário bolsonarista é apontado pela PRF como líder de atos antidemocráticos em SC

Um documento enviado pelo superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Santa Catarina, André Saul Do Nascimento, ao Supremo Tribunal Federal (STF) aponta o empresário bolsonarista Emílio Dalçoquio Neto como um dos líderes do atos antidemocráticos que fecharam rodovias em Itajaí após a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último dia 30.

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Segundo o portal G1, o ofício, enviado no dia 3 de novembro, cita o empresário como uma "liderança dos bloqueios em Itajaí", em Santa Catarina. Outras 22 pessoas também são mencionadas como “lideranças que atuam nesses movimentos, bem como [proprietários de] alguns veículos utilizados nos bloqueios”.

Em sua rede social, Dalçoquio, que chegou a ser investigado pela greve dos caminhoneiros em 2018, negou que tenha tido participação ativa nos atos: "não financiei, liderei, apoiei ou apoiarei qualquer ato dirigido a excessos ou ilegalidades".

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"Meu posicionamento político é conhecido e claramente definido e, assim, dentro da estrita legalidade, sempre me expressarei para apoiar e defender a democracia, o estado democrático de direito e as liberdades individuais e coletivas previstas na Constituição do Brasil", afirmou em nota oficial postada nesta sexta-feira.

No dia no dia 30 de outubro, o empresário foi gravado convocando um grupo de bolsonaristas para bloqueios "inicialmente pacíficos". O vídeo foi gravado no mesmo dia em que as rodovias começaram a ser fechadas em Santa Catarina

"O que eu disse aqui tem que reverberar pelo país inteiro, como nós temos aqui 380 grupos, do Rio Grande do Norte, Belém a Uruguaiana", disse Dalçoquio em discurso.