Empresário dono de ônibus que transportou golpistas tem contratos de mais de R$ 43 mil com governo Bolsonaro

Dono de um dos ônibus identificados pela Polícia Federal (PF) levando golpistas à Praça dos Três Poderes nos ataques do dia 8 de janeiro, em Brasília, o empresário Izaul Moraes de Souza tem contratos que somam R$ 43 mil com o governo Jair Bolsonaro (PL). Em suas redes sociais, Souza faz postagens se dizendo bolsonarista e com ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Atos terroristas: Dono de ônibus que transportou golpistas é ligado a Carla Zambelli e filiado ao Republicanos

Veja a lista: Governo do Distrito Federal divulga nomes de 276 presos em ataques golpistas

Ele é proprietário da empresa Rota Brasil Transporte e Fretamento. Durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, entre os anos de 2020 e 2022, ele fechou contratos para locação de veículos para o Ministério da Saúde e Ministério da Defesa, segundo o Portal da Transparência.

Os contratos se referem à locação de ônibus com motoristas com valores que variam de R$14 mil a R$ 15 mil destinados à superintendência estadual da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em Mato Grosso, e ao Centro de Intendência da Marinha, em Ladario, na mesma região.

Um dos contratos da empresa com a Defesa foi no âmbito da operação Verde Brasil 2, ação de fiscalização do governo federal na na Amazônia que teve uso do Exército através de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). A informação foi dada pela "Agência Pública" e confirmada pelo GLOBO.

O bolsonarista também recebeu oito parcelas do Auxílio Emergencial, totalizando R$ 3,9 mil, além de dez parcelas do Auxílio Brasil, totalizando R$1.900, segundo o Portal da Transparência.

O GLOBO tentou contato com o empresário, mas não obteve retorno.

Nas redes sociais, Izaul que é natural de Jataí, em Goiás, acumula publicações antipetistas e de apoio do ex-presidente. Uma delas, compartilhada em agosto de 2021, faz insultos ao poder Judiciário.

"Sinto nojo do STF", postou.

Apoiador ferrenho de Bolsonaro, ele costuma ainda fazer publicações dizendo que o único recurso que ganha por promover ações de apoio ao ex-presidente seria ter "o país de volta".