Empresários hondurenhos acusam governo de enfraquecer o combate à corrupção

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Nas redes sociais, se multiplicam as dúvidas sobre a gestão da ajuda aos atingidos pelo ciclone Eta, que deixou pelo menos 57 mortos em Honduras
Nas redes sociais, se multiplicam as dúvidas sobre a gestão da ajuda aos atingidos pelo ciclone Eta, que deixou pelo menos 57 mortos em Honduras

Empresários hondurenhos influentes acusaram nesta segunda-feira (9) o governo de enfraquecer o combate à corrupção ao criar um Ministério da Transparência que, segundo eles, dificultará os esforços para erradicar esse mal no país. 

Com a criação do Ministério da Transparência, o que o governo faz "é enfraquecer o quadro institucional existente, dispersando as funções" de outros órgãos encarregados de fiscalizar o uso dos recursos públicos, denunciou o Conselho Hondurenho de Empresa Privada (Cohep). 

O governo criou o ministério com a missão de "assessorar o presidente na formulação, promoção, coordenação, execução e avaliação de estratégias e políticas públicas" contra a corrupção, conforme decreto publicado no La Gaceta (diário oficial).

A decisão do governo foi tomada em meio a críticas da sociedade civil sobre a gestão dos recursos para o enfrentamento da covid-19 e enquanto, nas redes sociais, se multiplicam as dúvidas sobre a gestão da ajuda aos atingidos pelo ciclone Eta, que deixou pelo menos 57 mortos em Honduras. 

A liderança empresarial alertou em um comunicado que Honduras exige um "governo enxuto e ágil que ajude a resolver os problemas da população afetada neste momento pela pandemia e a tempestade tropical Eta". 

"Não devemos criar mais burocracia em um país pequeno e pobre, por isso os recursos dessa nova instituição devem ser usados para reativar a economia", acrescentou. 

Segundo os empresários, o Superior Tribunal de Contas é o órgão regulador do sistema de controle dos recursos públicos em conjunto com o Instituto de Acesso à Informação Pública (IAIP).

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