Empresários se reúnem com Arthur Lira em Brasília

JOANA CUNHA
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BRASÍLIA, DF, 03.02.2021 - CONGRESSO-ABERTURA: O presidente Jair Bolsonaro, os presidentes da Câmara, deputado Arthur Lira, do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, o presidente do STF Ministro Luiz Fux e o PGR Augusto Aras, participam de cerimônia de abertura do ano legislativo no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta quarta-feira (3). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 03.02.2021 - CONGRESSO-ABERTURA: O presidente Jair Bolsonaro, os presidentes da Câmara, deputado Arthur Lira, do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, o presidente do STF Ministro Luiz Fux e o PGR Augusto Aras, participam de cerimônia de abertura do ano legislativo no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta quarta-feira (3). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Enquanto o governo se movimentou para apresentar aos novos presidentes da Câmara e do Senado a lista de projetos que considera prioritários para a economia, grandes empresários, por sua vez, começaram a se organizar em torno do atual comando do Congresso para falar dos rumos possíveis.

Na terça-feira (2), Arthur Lira (PP-AL) participou de um jantar com cerca de dez líderes de grandes companhias de setores como energia, telecomunicações, bancos, indústria farmacêutica e varejo.

Um dos presentes, o dono da Riachuelo, Flávio Rocha, já havia, ele próprio, recebido Lira em um jantar em São Paulo no final do ano passado com outros colegas do empresariado. Desta vez a reunião aconteceu em Brasília, na casa de Mario Rosa, que trabalhou na campanha do deputado ao cargo.

Rocha publicou o encontro nas redes sociais com uma foto ao lado de Lira. Na legenda, fez votos de sucesso. Mas os outros nomes foram tratados com discrição. Procurada pela reportagem, a assessoria de Lira não divulgou a lista de convidados.

A presença pública do dono da Riachuelo chamou a atenção de observadores interessados no futuro da reforma tributária. O empresário é um dos maiores entusiastas da proposta de criação da nova CPMF, vista pelo ministro Paulo Guedes como uma solução para levantar recursos que compensariam uma redução de encargos trabalhistas.

A proposta tinha a resistência de Rodrigo Maia (DEM-RJ) na Câmara. Mas agora, com Lira alinhado ao governo Bolsonaro, os defensores da CPMF inflaram as expectativas.

Rocha saiu otimista da reunião. “Estamos no mesmo clima que proporcionou a aprovação da reforma da Previdência”, afirmou à reportagem. Segundo ele, mesmo em um ambiente com setores de visões diferentes sobre a tributária, houve mais diálogo do que na gestão anterior.