Empresa canadense vai inaugurar o 'Rocinha Recicla', programa de coleta de plástico que usa tecnologia para beneficiar catadores

Uma iniciativa ambiental internacional está prestes a chegar na favela da Rocinha, com a proposta de reduzir o lixo que acaba no mar de São Conrado. A empresa canadense Plastic Bank abre, na próxima quarta-feira (08), a agência de coleta seletiva “Rocinha Recicla”, que pretende tirar, na fase inicial, mais de 30 toneladas por mês de plástico que poluiria a Rocinha e por tabela a Praia de São Conrado.

O funcionamento do negócio é baseado em uma metodologia inovadora e tecnológica, que já evitou com que mais de 2,5 bilhões de pets chegassem aos oceanos em várias partes do mundo.

Além da questão ambiental, a empresa promete trabalhar também no aspecto social, com bonificação dos catadores cadastrados a partir da remuneração extra por quilo de material coletado.

O principal alvo do programa é o lixo flutuante, que acaba no mar por não ter, na maioria das vezes, o recolhimento e descarte correto do material. Além disso, o “Rocinha Recicla” pretende transformar o lixo plástico em ativo econômico, já que os moradores e catadores do projeto receberão o bônus pago por quilo.

Na prática, a empresa se associa a coletores e centros de coleta a uma distância de até 50 km das áreas que podem ser atingidas pela poluição plástica, como o mar de São Conrado. Cumprida essa etapa, inicia-se um movimento de profissionalização dos catadores, o que inclui o cadastro em um aplicativo que usa a tecnologia blockchain.

O blockchain é um banco de dados distribuído por toda a internet, com certificações que garantem a autenticidade de cada operação, mesma lógica utilizada pelas criptomoedas. Dessa maneira, os coletores podem receber outros bônus além do valor do valor por peso, para cada quilo de plástico coletado.

Após o recolhimento do plástico, o material é processado e se transforma em um novo material, chamado de plástico social. Esse produto recebe um selo que garante e informa sobre todas as etapas de transformação do material, rastreados por blockchain, tornando a operação mais segura para as empresas. A tendência é de que grandes empresas de todo o mundo passem a comprar o plástico social para embalar seus produtos.

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