Empresa de ‘coach messiânico’ responde a processo por expor funcionários a risco e desrespeitar normas sanitárias

RIO — Uma empresa do "coach messiânico” Pablo Marçal, que levou um grupo de 60 pessoas para uma montanha sob péssimas condições climáticas contra recomendações da Defesa Civil, responde a um processo por desrespeitar normas sanitárias e expor funcionários a risco durante a pandemia.

A ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a Plataforma Internacional, que fica em Barueri, São Paulo, determinou que o local adotasse uma série de medidas de proteção contra a Covid-19. O MPT recebeu denúncias anônimas, em janeiro de 2021, de que a empresa não cumpria decretos de lockdown e de que não havia uso de máscara em suas dependências.

Segundo a sentença da 3ª Vara do Trabalho de Barueri verificou-se “a existência de risco na quase totalidade das atividades laborais” da empresa. Marçal está recorrendo da decisão. Procurado pelo GLOBO, ele ainda não se manifestou.

O influenciador digital, que tem mais de 2 milhões de seguidores e vende um curso de autoajuda sob nome de "O pior ano da sua vida", levou de forma inadequada 60 pessoas para a trilha do Pico dos Marins, em Piquete, no interior de São Paulo, considerado perigoso e com histórico de acidentes fatais, como o de um francês em 2018.

Fora da época recomendada, sem preparo ou equipamentos necessários para a trilha, a expedição foi classificada como irresponsável pelo Corpo de Bombeiros que precisou intervir, numa operação que durou 9 horas para resgatar 32 pessoas. Segundo a corporação, Marçal expôs o grupo a “risco de morte”.

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