Empresa é condenada a pagar indenização após repreender mulher que andava de biquíni em Brasília

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Patrícia Nogueira gravou o momento em que foi abordada por estar andando de bicicleta com a parte de cima do biquíni (Foto: Reprodução)
Patrícia Nogueira gravou o momento em que foi abordada por estar andando de bicicleta com a parte de cima do biquíni (Foto: Reprodução)
  • Repreendida por andar de bicicleta usando parte de cima de biquíni, mulher terá de ser indenizada

  • Caso aconteceu no Pontão do Lago Sul, em Brasília, que é administrado pela Empresa Sul Americana de Montagens

  • O valor da indenização é de R$ 3 mil reais e vítima pretende doar para a caridade

A Empresa Sul Americana de Montagens (Emsa), responsável pelo Pontão do Lago Sul, em Brasília, terá de indenizar uma mulher, repreendida por estar andando de bicicleta com a parte de cima do biquíni, sem camiseta. A indenização determinada é no valor de R$ 3 mil, mas ainda cabe recurso. As informações são do portal G1.

Patrícia Nogueira, que é servidora pública, andava de bicicleta na beira do Lago Paranoá usando shorts e a parte de cima do biquíni. Por esse motivo, ela foi abordada por um segurança do local. Ela gravou a ação e no vídeo, ao mesmo tempo em que ela era repreendida, um homem passou sem camisa no mesmo local e não foi abordado.

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Segundo o G1, na decisão da juíza Maria Rita Teizen Marques de Oliveira, ela argumenta que não há “dúvida que a autora foi discriminada pelo fato de ser mulher em um parque público”. A magistrada ainda afirmou que nada justifica o tratamento diferenciado.

“Em face do princípio da dignidade da pessoa humana, eis que com tal conduta, a empresa ré 'classificou' a autora como pessoa de categoria inferior tão somente pelo fato de ela ser mulher, lhe dando por isso um tratamento diferenciado e inadequado”, justificou.

O caso aconteceu em maio e, na ocasião, Patrícia disse que se sentiu constrangida. Em julho, o Pontão do Lago Sul se recusou a se retratar e negou que tenha havido machismo.

Ao G1, Patrícia revelou que o valor da indenização, de R$ 3 mil, será doado para uma instituição que acolhe mulheres vítimas de violência doméstica, por meio de cestas básicas. Ela ainda elogiou a sentença da juíza. “Não, não me sinto e nunca serei inferior. Todas as vezes que me sentir violada, vou buscar Justiça. Agora, acredito nela”, declarou.

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