Empresa francesa pagou rebeldes para proteção na África Central, afirma organização dos EUA

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A refinaria de açúcar e sua extensa plantação de cana-de-açúcar estão em território controlado pela UPC

Uma subsidiária do grupo vinícola francês Castel pagou rebeldes da República Centro-Africana para proteger seus interesses no setor açucareiro no país, disse nesta quarta-feira (18) um órgão de controle da corrupção dos Estados Unidos.

Uma subsidiária local de Castel, chamada SUCAF RCA, assinou um "acordo de segurança" com o grupo armado Unidade pela Paz na República Centro-Africana (UPC) para proteger uma refinaria de açúcar e seus campos de cana, disse a organização norte-americana The Sentry.

Seu "acordo tácito" foi firmado no final de 2014, em um momento de instabilidade política e de segurança, e durou até março de 2021, quando o exército centro-africano, com o apoio dos paramilitares russos, assumiu o controle da área, explicaram em seu relatório.

Castel não respondeu aos pedidos de informação.

Os defensores dos direitos humanos acusam o UPC de brutalidade neste país instável.

The Sentry garante que "o SUCAF RCA montou um sistema sofisticado para financiar as milícias violentas por meio de pagamentos diretos ou indiretos em dinheiro".

UPC é um dos maiores e mais bem equipados grupos rebeldes desta ex-colônia francesa, controlando grandes áreas do país desde a guerra civil de 2013.

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