Empresa intermediária da Covaxin diz que pedido de pagamento foi 'erro material'

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BRASÍLIA — A Precisa Medicamentos, empresa responsável pela importação da vacina indiana Covaxin, disse que o documento enviado ao Ministério da Saúde citando um pagamento antecipado foi um "erro material" da exportadora do produto.

Diferente do contrato, o recibo previa pagamento antecipado de US$ 45 milhões (R$ 222,6 milhões) pela importação da Covaxin; citava entrega de apenas 300 mil doses, e não as 4 milhões previstas para o primeiro embarque; e era endereçado a uma terceira empresa, a Madison Biotech, que não era a fabricante indiana, Bharat Biotech, nem a intermediária da negociação, a Precisa Medicamentos.

O servidor Luis Ricardo Miranda disse ao GLOBO ter se recusado a assinar o documento. Houve três versões do "invoice" (recibo). A primeira falava em 300 mil unidades por US$ 45 milhões e pagamento antecipado. Na segunda versão, foi corrigido o número de unidades para 3 milhões de doses. Na terceira, foi retirada a menção de pagamento antecipado, mantendo a Madison.

"Não se trata de pedido de antecipação, mas de simples erro material no preenchimento da invoice, que foi corrigido 20 minutos depois", diz a empresa, em nota, se referindo ao intervalo de tempo que a empresa demorou para responder um email corrigindo a segunda para a terceira versão, retirando o pagamento antecipado.

A assessoria de empresa afirma ainda que a Madison Biotech, exportadora da vacina, tem como procedimento pedir um pagamento adiantado e, por engano, teria incluído isso no documento encaminhado ao Ministério da Saúde.

A terceira versão foi enviada à Anvisa. A importação foi barrada pela agência porque faltava à fabricante, Bharat Biotech, um certificado de boas práticas (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

"A Precisa informa que as tratativas entre a empresa e o Ministério da Saúde seguiram todos os caminhos formais e foram realizadas de forma transparente junto aos departamentos responsáveis do órgão federal", diz a empresa em nota.

"Importante destacar que o período entre a negociação e a assinatura do contrato para aquisição da Covaxin levou a mesma média de tempo de outros trâmites semelhantes. A empresa está à disposição dos senadores da CPI e dos órgãos de controle do país para prestar todos os esclarecimentos necessários."

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