Empresa que administra shows de Gusttavo Lima não recebeu R$ 320 milhões do BNDES

Cantor sertanejo Gusttavo Lima em um show em Porto, Portugal, em 5 de março de 2022 (Foto: Getty Images / LightRocket / Rita Franca)
Cantor sertanejo Gusttavo Lima em um show em Porto, Portugal, em 5 de março de 2022 (Foto: Getty Images / LightRocket / Rita Franca)
  • Usuários afirmam nas redes que a empresa One7 teria recebido R$ 320 milhões do governo

  • Segundo as publicações, a One7 supostamente administraria a carreira de Gusttavo Lima

  • A empresa, porém, não tem relação com a carreira do cantor e não recebeu R$ 320 milhões do BNDES

Circula nas redes sociais que a empresa One7 teria sido beneficiada com R$ 320 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e que ela seria responsável por administrar a carreira de Gusttavo Lima. As alegações circulam em uma publicação com mais de 23 mil interações. Contudo, é falso que a empresa tenha recebido esse aporte do BNDES, além disso, ela não é responsável pela carreira de Gusttavo Lima.

Captura de tela de publicação falsa, afirmando que empresa One7 teria recebido R$ 320 milhões do BNDES e administraria carreira de Gusttavo Lima (Foto: Reprodução / Twitter)
Captura de tela de publicação falsa, afirmando que empresa One7 teria recebido R$ 320 milhões do BNDES e administraria carreira de Gusttavo Lima (Foto: Reprodução / Twitter)

O boato começou a circular depois que o cantor de música sertaneja Gusttavo Lima teve seu nome envolvido no escândalo de pagamento de altos cachês em cidades pequenas no interior do país.

Uma busca no site de Gusttavo Lima mostrou que a empresa Balada Eventos e Producoes Ltda, da qual ele é sócio, é a responsável pela administração de sua carreira. Na página do Instagram da produtora também é possível constatar a informação.

Já a One7 não possui relação com a administração da carreira do cantor. "Somos uma plataforma de serviços financeiros composta por fundos de investimentos (FIDCs e FIC) e uma securitizadora de crédito, as quais têm como objetivo a aquisição de direitos creditórios, ou seja, não possuindo qualquer veículo jurídico para a administração de carreira de artistas", esclareceu a empresa em uma nota.

A One7 compõe o fundo FIC FIDC XP Brasil MPME, que tem a participação do BNDES, da XP Asset, da One7 e da Acqio. Juntas, as companhias lançaram o fundo a fim de oferecer crédito para micro e pequenas empresas.

O BNDES foi responsável pelo aporte de ​​R$ 320 milhões no fundo e a One 7, por R$ 20 milhões, como detalhou o banco em nota. Em outra publicação, o banco explicou que a Balada Eventos e Produções adquiriu créditos novembro de 2018 e março de 2019 para a compra de ônibus, mas que os valores já foram quitados.

No entanto – diferentemente do que sugerem usuários nas redes sociais – os recursos do fundo FIC FIDC XP Brasil MPME não são destinados a financiar shows, nem artistas. "Esses recursos não podem financiar quaisquer eventos artísticos", publicou a One7.

Conteúdo semelhante foi verificado por Aos Fatos, Uol Confere e Agência Lupa.

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