Empresa responsável por ingressos da convenção do PL desmente ter fornecido IPs após tentativa de boicote

A Sympla, plataforma responsável pela distribuição dos ingressos para a convenção nacional de lançamento do candidato à presidência do PL, negou ter fornecido os códigos de protocolo de internet (IP) dos usuários que participaram da campanha de boicote ao evento, na última quarta-feira, após partido do presidente declarar ter encaminhado uma representação judicial, com os números de IPs, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por identificar tentativas de fraude e hackeamento.

De acordo com a empresa, o pedido fere a Lei Geral de Proteção de Dados. Ressaltando ainda, que apesar dos organizadores terem acesso às informações de cadastros dos usuários, isso não inclui os registros de IPs.

"A Sympla informa que não disponibiliza qualquer tipo de informação relacionada aos IPs dos participantes aos organizadores de eventos cadastrados em sua plataforma. Reforçamos que para a Sympla o tratamento de dados de forma transparente, ética, segura e responsável são valores inegociáveis, razão pela qual está comprometida com a integral conformidade à legislação vigente, especialmente a Lei Geral de Proteção de Dados, Marco Civil da Internet e seus Termos de Uso", diz o texto.

No início da semana, opositores de Bolsonaro passaram a incentivar nas redes sociais a retirada de ingressos com a intenção de esgotar os convites, para que os partidários de fato do presidente não conseguissem ir à convenção marcada para domingo, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Na quarta-feira, o PL afirmou ter cancelado quase 40 mil das 50 mil inscrições feitas para o evento.

Após a tentativa de boicote, o PL voltou atrás e decidiu que não vai cobrar a apresentação das entradas retiradas em site especializado para acompanhar o evento. O PL afirmou ainda que o setor jurídico da sigla vai entrar com uma representação na Justiça eleitoral solicitando investigação sobre os ataques ao site e à convenção.

Entretanto, procurados pelo O GLOBO, a assessoria do PL negou ter acesso aos números de IPs, e responsabilizou a plataforma pelo controle dos dados dos usuários. "Sobre os IPs quem os possui é o Sympla. Se a Justiça entender de requisitar os IPs o fará. O partido não tem acesso", diz o partido.

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