Empresa de segurança digital vai fornecer dados sobre fraudes virtuais ao Ministério da Justiça

Stephanie Tondo
Mais de 250 aplicativos falsos e 125 páginas maliciosas utilizam o tema coronavírus.

RIO - A PSafe, empresa de segurança digital, firmou uma parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública para compartilhar dados sobre fraudes e golpes promovidos por meio do ambiente virtual. A integração irá ocorrer entre o Laboratório de Cibersegurança da PSafe (dfndr lab) e o Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Ciberlab).

Entre os relatórios que estão sendo disponibilizados pela empresa ao governo está um informativo, com dados levantados entre fevereiro e abril deste ano, sobre os golpes cibernéticos envolvendo a pandemia do novo coronavírus no Brasil.

— A parceria público-privada no combate à criminalidade cibernética está sendo consolidada em todas as agências de law enforcement no mundo. A ação desenvolvida pelo Ciberlab e o dfndr lab, da Psafe, com foco em crimes cibernéticos realizados com a temática do Covid-19, foi de fundamental importância, pois os dados repassados pela PSafe foram analisados sob a ótica da segurança pública no ambiente cibernético, permitindo aos gestores conhecerem o cenário atual e terem acesso a dados seguros para tomada de decisões com objetivo de mitigar esses crimes e alertar a sociedade dos riscos existentes — explicou Alesandro Barreto, coordenador do Ciberlab.

No dia 29 de abril, a PSafe divulgou estudo mostrando que foram detectados mais de 250 aplicativos falsos e 125 páginas maliciosas que utilizam o tema coronavírus e o período de quarentena para oferecer falsos benefícios para a população. Desde fevereiro, quando foram identificados, os golpes, juntos, já haviam atingido mais de 11 milhões de acessos e compartilhamentos.

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O principal ganho com a parceria, segundo Marco DeMello, fundador da PSafe, é aumentar a conscientização da população sobre esses crimes, para evitar que haja novas vítimas:

— Uma vez que os cibercriminosos têm desenvolvido ataques cada vez mais sofisticados, é essencial que nossos especialistas se unam neste objetivo de manter a sociedade protegida contra ataques cibernéticos, malwares ou outras ameaças — afirmou.