Empresa vendeu voo que nunca existiu, e mais torcedores do Flamengo não conseguem viajar para final da Libertadores

Ex-parceira do Flamengo e responsável por comercializar pacotes de viagem para a final da Libertadores, a Outsider Tours causou mais polêmicas na madrugada. Um voo agendado para 4h não saiu, e mais torcedores não conseguiram viajar para Guayaquil.

O problema maior, na verdade, é que esse voo nunca nem existiu. A Outsider Tours não conseguiu os aviões necessários para transportar os mais de 2 mil rubro-negros que adquiriram pacotes, e alguns dos horários marcados nem sequer tinha previsão de ter aeronaves para voar para o Equador.

Durante a confusão formada ontem (28), a empresa reagendou três voos para realocar torcedores, às 23h, 00h e 3h. Por volta das 20h, alguns torcedores que haviam deixado o aeroporto retornaram para fazer check-in. Até aí, tudo certo, mas às 23h15, tudo mudou.

Mesmo quem estava realocado e tinha horário agendado foi impedido de fazer check-ins. Em outro momento, 11 pessoas, incluindo José Aldo, ex-campeão do UFC, foram barrados em um voo, mesmo com pacote comprado e horário realocado. As aeronaves não comportavam nem mesmo as pessoas que precisaram ter seus horários adiados e modificados.

Os voos de 23h, 00h e 03h partiram. Os dois primeiros, feitos por uma empresa equatoriana de aviação, tinham escala em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e duram de 8h a 9h a depender das condições climáticas. Já o último, da Gol, foi direto e tem duração de 6h. Todos devem chegar entre 8h e 10h (de Brasília) em Guayaquil.

Torcedores que estiveram presentes no aeroporto relataram à reportagem que a Outsider Tours pediu para que chegassem mais cedo que o habitual em um voo internacional para resolver quaisquer questões. A empresa ofereceu voos com escala em Manaus, partindo na manhã de hoje (29), mas sem voos de volta.

Já em Guayaquil, mais problemas: torcedores que partiram quinta (27) e sexta (28) tiveram dificuldades com a estadia. Os hotéis não tinham todos os cadastros e deram opções quartos diferentes dos que foram comprados.

Por volta de 0h, escoltado pela Polícia Militar, um funcionário da empresa se dirigiu aos torcedores no saguão do Galeão e avisou que não havia mais voos ou vagas. O funcionário afirmou aos torcedores que deveriam solicitar o reembolso, sendo prontamente xingado pelos rubro-negros, que queriam viajar.