Empresário e gerente são indiciados por tortura após queimar mãos de funcionários

Empresário e gerente foram indiciados por tortura  - Foto: Reprodução/TV Bahia
Empresário e gerente foram indiciados por tortura - Foto: Reprodução/TV Bahia
  • Empresário e gerente são acusados de tortura na Bahia

  • Eles queimaram as mãos e torturaram funcionários de uma loja em Salvador

  • Laudo pericial confirmou que as vítimas foram atacadas pelos patrões

Um empresário, dono de uma loja em Salvador, e o gerente do estabelecimento foram indiciados formalmente por tortura após queimar as mãos de funcionários na capital baiana.

De acordo com informações do g1, o delegado responsável pelo caso, Willian Acham, confirmou nesta segunda-feira (3) que o inquérito foi concluído e enviado ao Ministério Púbico da Bahia (MP-BA) na quinta (29).

O gerente Diógenes Carvalho responderá apenas pelo crime de tortura, enquanto o empresário Alexandre Carvalho foi indiciado também por constrangimento ilegal e exercício arbitrário.

Os indiciamentos aconteceram depois que um laudo pericial do Departamento de Polícia Técnica (DPT) confirmou que os funcionários foram torturados pelos patrões.

Relembre o caso

No dia 19 de agosto, os dois funcionários foram torturados após supostamente terem roubado R$ 30 do local onde trabalhavam. O crime foi filmado por um dos suspeitos, em imagens que ganharam as redes sociais.

Os torturados foram identificados como William de Jesus, de 21 anos, e Marcos Eduardo, que não teve a idade revelada. Ambos prestaram depoimento à polícia e identificaram os responsáveis pelo crime.

William aparece no vídeo com um pano sendo amarrado em sua boca e tendo as mãos marcadas com ferro quente, com o qual Alexandre escreve o número "171", em referência ao crime de estelionato. Além disso, o rapaz foi agredido a pauladas.

Já Marcos Eduardo recebeu pauladas do empresário e foi ameaçado de morte.

Em entrevista ao g1, William contou que chegou para trabalhar normalmente no dia 19 quando se viu em meio a uma emboscada. Durante a tortura, o chefe exigia que os funcionários confessassem o roubo de R$ 30 do caixa da loja, mas as vítimas negaram ter cometido o delito.