Empresário preso em atos golpistas diz à polícia que teve hotel e viagem pagos

Ele relatou que parte do grupo que estava no QG do Exército realizou uma vaquinha para custear a viagem e o hotel de quem quisesse ir à Brasília.

Extremistas participam de atos golpistas no domingo em Brasília (Getty Images)
Extremistas participam de atos golpistas no domingo em Brasília (Getty Images)

Kingo Takahashi, empresário de Votuporanga (SP), um dos bolsonaristas radicais presos pelos ataques terroristas ocorridos na Praça dos Três Poderes, no domingo (8), em Brasília, disse à polícia, em depoimento, que teve as despesas pagas para participar dos atos antidemocráticos.

Segundo informações do portal g1, Kingo relatou que parte do grupo que estava no Quartel-General do Exército realizou uma vaquinha para custear a viagem e o hotel de quem quisesse ir à capital federal.

O bolsonarista radical, durante depoimento à polícia, também disse que "trouxe R$ 150" para ficar no Distrito Federal, bem como afirmou que não sabia os nomes ou as características dos organizadores do QG.

Kingo, em vídeos publicados nas redes sociais, aparece perto da rampa do Congresso Nacional, acompanhado de outros terroristas que participaram dos atos antidemocráticos ocorridos no dia 8 de janeiro e afirmava que afirmou que a ação era ‘melhor que show de rock’.

"Vamos derrubar os bandidos. Vamos acabar com esses vagabundos. Isso é melhor que show de rock”, disse o empresário durante a gravação.

O empresário aparece em uma fotografia deitado em uma poltrona vermelha, com os pés apoiados em um móvel.

Como se organizaram os atos terroristas em Brasília? A linha do tempo interativa abaixo te mostra, clique e explore:

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Obras de arte foram destruídas, itens roubados e o prejuízo ainda é calculado pelas autoridades. Veja a lista completa de obras destruídas nos ataques. Até o fim da segunda (10), pelo menos 1.500 envolvidos no episódio já haviam sido presos.

O extremista foi preso em flagrante por “tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído”. Ele foi encaminhado para o Complexo Penitenciário da Papuda.

A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, divulgou a lista com o nome dos bolsonaristas radicais que depredaram as sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Os terroristas, durante a invasão, quebraram vidraças e móveis, vandalizaram obras de arte e objetos históricos, entraram em gabinetes de autoridades, rasgaram documentos e roubaram armas.

O prejuízo ao patrimônio público está calculado em ao menos R$ 3 milhões apenas na Câmara dos Deputados, que junto com o Senado Federal compõe o Congresso Nacional.

Até o fim da manhã de quinta-feira (12), 1,2 mil pessoas haviam sido presas.