Empresário que filmava ação em Araçatuba mandou áudio antes de morrer: “Fui atingido”

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Bortolucci foi morto enquanto filmava a ação dos bandidos - Foto: Reprodução
Bortolucci foi morto enquanto filmava a ação dos bandidos - Foto: Reprodução
  • Renato Bortolucci foi baleado enquanto filmava os disparos da quadrilha em Araçatuba

  • O vídeo mostra o rapaz brincando com a situação e dizendo querer "uma fatia" do dinheiro

  • Ele foi encontrado morto em seu veículo 

O empresário Renato Bortolucci foi uma das vítimas fatais do mega-assalto ocorrido na madrugada da última segunda-feira (30) em Araçatuba, no interior de São Paulo. O rapaz teria sido baleado após ser flagrado pelos bandidos enquanto filmava a ação. Antes da morte, porém, ele mandou uma mensagem a seus amigos.

“Nossa, fui atingido, mano. Nossa senhora! Meu Deus! Ai!”, diz o rapaz no áudio enviado pelo WhatsApp e revelado pelo portal Metrópoles.

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Bortolucci era dono de um posto de gasolina. Segundo informações do site, ele estacionou seu veículo no centro da cidade justamente para gravar a ação dos bandidos.

O jornal O Globo teve acesso ao vídeo. O empresário aparece filmando escondido atrás de seu veículo e parece brincar com a situação. Ao fundo, é possível ouvir os tiros disparados pela quadrilha.

“Ô, filho. Espera aí que vou ajudar vocês. É o Renatinho, vou trocar uma ideia. Não deu muito certo, o cara não gostou não. Falei que ia trocar uma ideia com ele… Também quero uma fatia, filho!”, diz o rapaz.

O corpo de Bortolucci foi encontrado em seu veículo, estacionado sobre a calçada. Segundo o Metrópoles, o empresário provavelmente tentou se aproximar do tiroteio com carro, momento no qual teria sido atingido.

Entenda o caso

Bortolucci foi uma das vítimas fatais em meio às cenas de terror que tomaram conta de Araçatuba quando uma quadrilha fortemente armada atacou três agências bancárias no centro da cidade. Um personal trainer e um dos criminosos também morreram.

Depois de atacar os locais, o grupo abordou pedestres e os fez de reféns. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram algumas vítimas sendo usadas como "escudo humano". Há também registros de tiros sendo disparados pelos criminosos, que também cercaram bases da Polícia Militar e viaturas.

De acordo com o G1, o grupo teria utilizado até um drone para monitorar a ação dos policiais. Entradas da cidade foram fechadas para dificultar o acesso de reforço policial ao local. Dois suspeitos foram presos.

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