Empresário tenta mudar na Justiça fabricante de sua próxima dose

·2 minuto de leitura
O empresário Jandir Milan, ex-presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (FIEMT)
O empresário Jandir Milan, ex-presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (FIEMT)
  • O empresário Jandir Milan acionou a Justiça para tomar uma terceira dose de vacina contra a Covid

  • O ex-presidente da FIEMT alegou não ter criado anticorpos após tomar duas doses da Coronavac

  • A Justiça negou o pedido considerando que não há comprovação científica

O empresário Jandir Milan, ex-presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (FIEMT), acionou a Justiça para exigir uma terceira dose da vacina contra o coronavírus. Ele recebeu duas aplicações da Coronavac e alegou não ter criado anticorpos suficientes. O pedido foi negado.

Na ação, Jandir ainda tentou escolher a vacina e pediu a imunização com a terceira dose de uma farmacêutica diferente da Coronavac e da Astrazeneca.

"Considerando a presença de comorbidades gravíssimas que geram sério risco à vida, solicitou-se a antecipação da dose de reforço, já que os estudos científicos demonstram que todos irão, cedo ou tarde, receber a dose de reforço atualizada, especialmente em razão da disseminação da variante Delta e outras", disse o advogado.

Apesar da justificativa, o juiz Gerardo Humberto Alves Júnior considerou, na decisão, que milhares de pessoas ainda não receberam a 1ª e 2ª dose e que não há comprovação científica da necessidade da terceira dose. Gerardo também afirma que a ação defende apenas um direito individual.

"A questão posta pelo autor não deve ter prosseguimento na Justiça, eis que inexiste: omissão do poder público; recomendação científica para realização de sorologia visando avaliar a resposta imunológica ; evidência científica sobre a eficácia da 3 ª dose da vacina. Em um país em que apenas 18,65% da população se encontra totalmente vacinada, com mais de 100 milhões de pessoas aguardando a oportunidade de se protegerem, é inaceitável a pretensão do autor para, sem evidência científica, atender a interesse meramente individual", sentenciou.

Em nota ao portal G1, o advogado de defesa disse que respeita a decisão, mas que recorrerá, pois "tem convicção de que todo cidadão tem direito a um tratamento de saúde eficaz, que proteja efetivamente a vida e considere sua condição clínica individual".

"O pedido veio embasado em comprovações científicas, especialmente, em três exames realizados por laboratórios de primeira linha, em oportunidades diferentes, que provaram que não houve imunização e que o autor não possui anticorpos neutralizantes. O que se busca é a plena efetividade do Plano Nacional de Imunização", pontuou.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos