Empresas aéreas fizeram acordo para zerar emissão de CO2 até 2050

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Donald Trump quer que um tribunal federal faça com que o Twitter devolva seu megafone. Em um processo judicial no final da sexta-feira (1º), o ex-presidente pediu a um juiz distrital dos EUA que concedesse uma liminar que restauraria sua conta enquanto seu processo contra o Twitter segue seu caminho nos tribunais. (Getty Images)
  • Aviação corresponde a 2% das emissões globais de CO2

  • Indústria está buscando novas alternativas para manter o aumento no número de voo

  • Impostos ambientes podem diminuir a velocidade da mudança

As companhias aéreas globais se comprometeram a atingir a meta de carbono-zero até 2050, um desafio ambicioso para a indústria altamente poluente que começa a se recuperar da crise causada pela Covid-19. A meta foi acordada por membros da Associação Internacional de Transporte Aéreo na segunda-feira (4), e ocorreu em um momento em que a indústria enfrentava uma pressão crescente para tomar novas medidas para cortar suas emissões.

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A aviação, que responde por cerca de 2% das emissões globais, é uma das indústrias mais difíceis de descarbonizar, e Iata (da Associação Internacional de Transporte Aéreo, em inglês) e admitiu que a meta representava um desafio significativo.

“A descarbonização do setor de aviação civil é um verdadeiro desafio porque não temos uma solução clara a curto prazo”, disse o diretor-geral da Iata, Willie Walsh. “Mas nós acreditamos muito fortemente que há um caminho confiável para o zero líquido”.

A indústria depende fortemente de combustíveis de aviação sustentáveis, que são significativamente menos poluentes do que o querosene tradicional, mas atualmente são escassos. O plano também inclui novas tecnologias futuras e não comprovadas, incluindo aeronaves elétricas e a hidrogênio. Quaisquer emissões remanescentes podem ser eliminadas pela captura ou compensação de carbono, disse Iata.

Mas em um sinal de preocupação de que os governos poderiam tomar medidas incluindo impostos ambientais se as companhias aéreas não se descarbonizassem mais rápido, Walsh pediu aos países que ajudassem as companhias aéreas a atingir o líquido zero, em vez de puni-las por voar.

Ele acrescentou que a Boeing e a Airbus “não estão fazendo o suficiente” para desenvolver novas tecnologias para reduzir as emissões, e que qualquer operadora que não se comprometer a reduzir sua pegada de carbono “será medida pelos consumidores”.

Companhias chinesas foram contra o acordo

A meta de zero emissão enfrentou oposição das companhias aéreas chinesas, que queriam adiar o compromisso até 2060, refletindo a dificuldade em persuadir os países em desenvolvimento a concordar com metas climáticas que poderiam impedir um aumento esperado na demanda por voos nas próximas décadas. Transporte e Meio Ambiente, um grupo de lobby climático, disse que as companhias aéreas deveriam abandonar os esquemas de compensação e se concentrar em metas obrigatórias para combustíveis limpos e enfrentar impostos sobre combustível e carbono.

As metas climáticas vêm quando a indústria se prepara para uma dolorosa recuperação da pandemia nos próximos anos. Na segunda-feira (4), uma previsão apontou que companhias aéreas globais perderão mais US$ 11,6 bilhões (R$ 63 bilhões) no próximo ano, ante US$ 52 bilhões (R$ 283 bilhões) em 2021 e US$137,7 bilhões (R$ 751 bilhões) em 2020. Impulsionada por um mercado doméstico significativo, a indústria dos EUA é a única região com expectativa de voltar a lucrar em 2022.

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